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Microimplante cerebral pode tratar distúrbios neurológicos

Por| Editado por Luciana Zaramela | 16 de Abril de 2024 às 14h18

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 Tima Miroshnichenko/Pexels
Tima Miroshnichenko/Pexels

A tarefa de tratar distúrbios neurológicos é desafiadora, mas um novo microimplante desenvolvido pela Rice University pode ser uma das respostas. O estimulador cerebral tem o tamanho de uma ervilha  e promete ser menos arriscado para os pacientes. A Science Advances traz os maiores detalhes.

Segundo a OMS, 43% da população mundial tem algum transtorno ou doença neurológica. Por isso, toda ajuda é bem-vinda. No caso desse dispositivo, a estimativa é que ajude em tratamentos para depressão e outras condições.

A tecnologia é capaz de ativar o córtex motor, região do cérebro responsável pelo planejamento, controle e execução dos movimentos voluntários do corpo — crucial na coordenação motora e na interação entre o cérebro e os músculos.

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Alguns padrões de atividade cerebral estão associados a estados emocionais específicos. Na depressão, há disfunções em várias regiões cerebrais, incluindo o córtex motor. Então o grupo acredita que estimular essa área pode ajudar a modular a atividade cerebral de maneiras que melhorem os sintomas depressivos

Com uma largura de apenas nove milímetros, o dispositivo em questão pode produzir 14,5 volts de estimulação e ao contrário de outras tecnologias de interface cerebral, não requer baterias grandes e fios longos. Ou seja: é menos invasivo e mais acessível.

Como funciona o microimplante cerebral

O microimplante cerebral da Rice University usa transferência de energia magnetoelétrica, que converte campos magnéticos em pulsos elétricos. É dessa maneira que pode ser alimentado sem fio durante a estimulação cerebral.

Para eliminar a necessidade de bateria, usaram um transmissor externo. Veja um vídeo que mostra detalhes de como o dispositivo funciona:

O dispositivo foi testado temporariamente em um paciente humano, usando para estimular o córtex motor e gerar uma resposta de movimento da mão. Em experimentos realizados em porcos, ficou claro que o dispositivo interage com o cérebro de forma estável por um período de 30 dias.

A ideia é que no futuro a tecnologia possa usada no conforto da casa: o médico prescreveria o tratamento e forneceria orientações para o uso do dispositivo, mas os pacientes manteriam o controle total sobre como o tratamento é administrado.

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A implantação exigiria um procedimento minimamente invasivo de 30 minutos. Os responsáveis garantem que tanto o implante quanto a incisão ficariam praticamente invisíveis e o paciente voltaria para casa no mesmo dia.

Microimplante x distúrbios neurológicos

Em condições como a já mencionada depressão e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), o dispositivo exigiria apenas alguns minutos de estimulação por dia, levando às alterações desejadas no funcionamento da rede neuronal alvo.

Mas o microimplante cerebral poderia ser usado para condições como a epilepsia, por exemplo, caso em que necessitaria ficar ligado permanentemente ou a maior parte do tempo. De qualquer forma, é apenas uma pesquisa. Ainda há uma longa jornada até que ele esteja disponível.

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Fonte: Science Advances, Rice University