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JN.1 é a variante da covid-19 mais comum no mundo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 26 de Janeiro de 2024 às 11h57

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Fusion Medical Animation/Unsplash
Fusion Medical Animation/Unsplash

A variante JN.1 da covid-19 é a cepa mais comum em todo o mundo, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, divulgados nesta semana. Isso significa que a maioria das novas infecções está relacionada com essa variante, que conseguiu se sobressair às outras no cenário epidemiológico global.  

Por ter alta capacidade de transmissão, possivelmente escapar das defesas do sistema imunológico humano e se propagar em diferentes países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a JN.1 como uma Variante de Interesse (VOI). O primeiro registro da cepa é de agosto do ano passado e, desde então, ela vem se propagando e ganhando espaço até se tornar dominante.

Alta da covid nos EUA

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No momento, os EUA enfrentam alta de casos tanto da gripe quanto da covid-19, o que está associado com as baixas temperaturas do inverno.

No caso dos coronavírus, “estima-se que JN.1 represente aproximadamente 83% a 88% de todas as variantes do SARS-CoV-2 em circulação”, afirma o relatório do CDC. Há duas semanas, a porcentagem era calculada entre 55% a 68%, o que demonstra o seu avanço.

“A JN.1 continua a ser a variante do SARS-CoV-2 de maior circulação nos Estados Unidos e no mundo”,  reforça o documento. Apesar disso, “não há evidências de que [a cepa] cause doenças mais graves”, informa. Inclusive, o uso das doses de reforço da vacina ajuda na prevenção contra formas graves da doença, o que também protege contra a covid longa.

JN.1 no Brasil

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Segundo dados da Rede Genômica Fiocruz, a variante JN.1 também é considerada a mais comum no país, desde o mês de dezembro. No entanto, a contagem é feita em conjunto com a BA.2.86 — isso porque a JN.1 evoluiu a partir da BA.2.86, sendo que as duas descendem da Ômicron.

Os dados referentes ao mês de janeiro sobre a circulação das variantes ainda são preliminares, mas a cepa JN.1 já é apontada como predominante no Brasil, representando mais de 37% dos casos sequenciados geneticamente.

E a JN 2.5?

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Nesta semana, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso anunciou a identificação dos quatro primeiros casos da covid-19 provocados por uma nova variante apelidada de JN 2.5, que seria próxima geneticamente da JN.1. Os pacientes precisaram ser internados, mas ainda não se sabe detalhes sobre o comportamento dessa nova variante. Nenhum outro estado confirmou infecções pela nova cepa até o momento.

Avaliação de risco da OMS

“Considerando as evidências disponíveis, embora limitadas, o risco adicional para a saúde pública representado pelo JN.1 é atualmente avaliado como baixo a nível global”, afirma a OMS, em avaliação sobre as VOIs em circulação. 

Conforme apontam os dados do CDC, os sintomas provocados pela infecção da JN.1 são semelhantes aos relatados em consequência de outras cepas, como:

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  • Congestão nasal e/ou coriza;
  • Diarreia;
  • Dores musculares ou no corpo;
  • Dor de cabeça (cefaleia);
  • Dor de garganta;
  • Falta de ar ou dificuldade em respirar;
  • Fadiga;
  • Febre;
  • Náusea e/ou vômitos;
  • Perda de paladar ou olfato;
  • Tosse.

Vale destacar que existem relatos de indivíduos que apresentam problemas relacionados à saúde mental, como ansiedade, e dificuldade para dormir, mas ainda não se sabe o quanto isso está realmente relacionado com coronavírus.

Fonte: CDC, OMS e Rede Genômica