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Covid: variante JN 2.5 é identificada no Brasil com casos graves e morte

Por| Editado por Luciana Zaramela | 22 de Janeiro de 2024 às 18h22

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  Abdelrahman_El-masry/Envato
Abdelrahman_El-masry/Envato

Nesta segunda-feira (22), a Secretaria de Saúde de Mato Grosso anunciou a identificação de quatro casos da covid-19 provocados pela nova variante JN 2.5, próxima geneticamente da JN.1 e descendente da Ômicron. Os indivíduos infectados foram hospitalizados e, no grupo, um óbito foi registrado.

Esta é a primeira vez que a cepa JN 2.5 foi rastreada no Brasil, segundo a secretaria. No mundo, são poucos registros até o momento. Então, apesar da gravidade dos primeiros casos da variante no país, ainda é cedo para afirmar que o risco à saúde é maior que o provocado pelas cepas anteriores. Não se sabe se os infectados tinham recebido as doses de reforço da vacina.

Casos no Mato Grosso

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A variante JN 2.5 foi identificada após análise genômica de amostras da covid-19 coletadas entre os dias 16 e 18 de janeiro no estado do Mato Grosso. Esta coleta ocorreu nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

Em comum, os quatro casos da JN 2.5 confirmados ocorreram em mulheres — não foram divulgados idade e nem status vacinal —, sendo que todas foram hospitalizadas. Três já receberam alta e estão estáveis, mas uma das pacientes infectadas morreu.

A mulher que faleceu tinha Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), ou seja, uma comorbidade, o que pode ter contribuído com a piora do quadro. Por isso, os membros de Vigilância da SES pontuam, em nota, que "não é possível afirmar que a causa da morte foi a covid-19”. As investigações ainda estão em andamento.

Casos da variante JN 2.5

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Fora do Brasil, a variante JN 2.5 já foi identificada em mais de sete países, como Canadá, Estados Unidos, França, Polônia, Espanha, Suécia e Reino Unido, segundo apuração da Agência Brasil.

Até o momento, a cepa descendente da Ômicron não foi incluída na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde são adicionadas variantes de interesse (VOIs) e variantes sob monitoramento (VUMs). Ambas são associadas com potenciais riscos à saúde pública.

Proteção contra covid-19

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"Não é necessário criar pânico, mas é preciso estarmos sempre em alerta aos sintomas gripais”, comenta a superintendente de Vigilância em Saúde, Alessandra Moraes, sobre a situação do estado em relação à nova variante da covid-19.

Para se proteger contra esta cepa e as outras variantes, Moraes destaca a importância do uso de máscaras por pacientes com sintomas gripais e a necessidade de higienizar as mãos frequentemente, com sabão ou álcool 70%. 

“É imprescindível também a vacinação contra o coronavírus. Somente a imunização é eficaz na prevenção contra a doença", completa a especialista.

Fonte: Governo do MTAgência Brasil e OMS