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Homem recebe 1ª dose de vacina para câncer de intestino em testes

Por| 02 de Junho de 2024 às 16h46

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Divulgação/Queen Elizabeth Hospital Birmingham/NHS
Divulgação/Queen Elizabeth Hospital Birmingham/NHS

O Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido deu início a uma série de testes clínicos, com pacientes humanos, que podem revolucionar o tratamento contra o câncer. Na última semana, um paciente com câncer colorretal, de 55 anos, recebeu a primeira vacina de mRNA (RNA mensageiro) personalizada contra o câncer de intestino.

A imunização do paciente Elliot Phebve, em tratamento contra o câncer de intestino, é parte de uma pesquisa maior que envolve uma nova plataforma de vacinas oncológicas. No final de abril, outro britânico foi imunizado com a primeira vacina do tipo contra câncer de pele, ainda em fase de testes.

Se for demonstrada segura e eficaz, "a vacina [personalizada] será um divisor de águas na prevenção do aparecimento ou retorno do câncer de intestino”, aposta Iain Foulkes, diretor-executivo de Pesquisa e Inovação da Cancer Research UK, em nota.

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Vacina contra câncer de intestino

Em comum, todas essas promissoras vacinas em testes no Reino Unido usam a tecnologia do mRNA, a mesma adotada na imunização contra a covid-19. No entanto, os imunizantes oncológicos devem ser usados apenas para evitar a reincidência da doença, após o tratamento inicial.

Para entender, a fórmula vai sensibilizar o sistema imune do paciente a partir de proteínas (inofensivas) encontradas inicialmente no câncer de intestino ou no câncer de pele, por exemplo.

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Se as células cancerígenas voltarem a se proliferar no organismo da pessoa, o sistema imune já estará preparado para combatê-las e, muito possivelmente, impedir a reincidência.

Paciente Elliot no Reino Unido

No caso do primeiro paciente a receber a vacina contra o câncer de intestino, Elliot já passou por uma cirurgia de retirada do tumor na região colorretal e também fez quimioterapia. Agora, o foco é garantir que ele não desenvolva um novo tumor.

Professor e pai de quatro filhos, o paciente Elliot não tinha sintomas do câncer quando recebeu o diagnóstico — a descoberta foi feita durante um exame de check-up. Com a identificação precoce e o uso da nova vacina aplicada no Queen Elizabeth Hospital Birmingham, as chances de cura são altas.

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"Se [o estudo clínico] for bem-sucedido, [a vacina contra o câncer] poderá ajudar milhares, senão milhões de pessoas, para que possam ter esperança e possam não passar por tudo o que passei. Espero que isso ajude outras pessoas”, afirmou o primeiro paciente a ser imunizado, em nota.

Vacinas de mRNA contra câncer

Em fase de testes, as vacinas experimentais contra o câncer são desenvolvidas em conjunto pelas empresas biofarmacêuticas BioNTech e Genentech, do Grupo Roche. Até o momento, elas não estão disponíveis para o uso fora do ambiente de pesquisa médica.

Fonte: NHS (1) e (2)