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Ginseng pode combater os efeitos do álcool no cérebro

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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thuantri hoangde/pixabay
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Conforme aponta um estudo publicado na edição de julho do periódico Journal of Ginseng Research, o ginseng — uma erva medicinal cultivada especialmente em países asiáticos como a China, o Japão e a Coreia do Sul — pode combater os efeitos do álcool no cérebro.

Anteriormente, a comunidade científica descobriu que o álcool contribui para o declínio cognitivo. Neste novo estudo, os cientistas conduziram experimentos em camundongos e acreditam ter encontrado na potente raiz uma maneira de combater esses efeitos nocivos.

No estudo, os camundongos receberam álcool e depois foram tratados com ginseng. Posteriormente, protagonizaram uma série de testes comportamentais. Os pesquisadores ainda mediram a atividade dos roedores em uma série de labirintos para ver como a memória espacial foi afetada.

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Eles também buscaram entender a maneira como os camundongos lidavam com a abstinência de álcool com e sem o ginseng.

Com esses métodos, os cientistas notaram que os camundongos que receberam álcool e depois o ginseng retiveram mais de sua memória espacial e mostraram mais resistentes à abstinência quando o álcool foi removido.

Por que ginseng ajuda a sanar efeitos do álcool?

Para descobrir como o ginseng ajuda os camundongos a lidar com o álcool, a equipe retirou tecido da região do hipocampo do cérebro dos roedores, região ligada à memória e ao aprendizado.

Ao fazer isso, a equipe descobriu que a raiz pode suprimir a via de sinalização PKA-CREB, um sistema de comunicação entre os neurônios que normalmente é ativado quando o álcool é consumido. Além disso, dificultou a liberação de compostos inflamatórios conhecidos como citocinas no tecido. As citocinas estão implicadas na neuroinflamação.

"Em conclusão, o ginseng pode aliviar as deficiências da memória de trabalho espacial e as respostas viciantes, como os sintomas de abstinência induzidos pela exposição repetida ao álcool, por meio da atividade anti-neuroinflamação", aponta o estudo.

Malefícios do álcool ao cérebro

Diversos estudos trazem à tona uma preocupação em torno das consequências cerebrais das bebidas alcoólicas. Para se ter uma noção, já foi descoberto que simplesmente a ingestão de qualquer quantidade de álcool pode fazer mal ao cérebro.

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Um estudo de 2022 publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences também reforça essa ideia ao afirmar que o cérebro pode ser permanentemente afetado após uma única dose de álcool.

Por sua vez, pesquisadores norte-americanos descobriram que o consumo diário de álcool pode afetar a estrutura e o tamanho do cérebro, mesmo em pequenas quantidades. Por exemplo, beber uma cerveja todos os dias pode acelerar o processo de envelhecimento do cérebro.

Como o álcool afeta o cérebro?

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Ao ativar um neurotransmissor chamado Gaba (ácido gama-aminobutírico), a bebida ajuda a relaxar. Isso também pode ser acompanhado por uma sensação temporária de calor e queda na temperatura corporal.

À medida que uma pessoa bebe, a dopamina (que também faz parte dos neurotransmissores, a química produzida pelo cérebro) entra em ação. Esse hormônio recompensa com um pequeno pico de bem-estar. O álcool também libera endorfina, o opiáceo natural do nosso cérebro, o que desativa o senso de controle e faz com que se beba mais do que o planejado.

Fonte: Journal of Ginseng Research, EurekAlert!The GuardianPnas