De olho na saúde | Conheça os 5 maiores unicórnios entre as HealthTechs

Por Fidel Forato | 02 de Janeiro de 2020 às 16h45
Shutterstock

O setor da saúde vive um dos maiores booms de sua história, isso desde 2014, quando empresas de tecnologia entraram para valer na área. Desse ano até 2018, o valor de investimentos em HealthTechs dobrou, passando de US$ 7,1 bilhões para US$ 14,6 bilhões, segundo dados do Distrito Healthtech Report.

As HealthTechs são conhecidas por unirem os últimos avanços da saúde e da tecnologia com foco em melhorar a experiência do paciente. Para isso, buscam soluções que vão desde aumentar a precisão a diagnósticos a acelerar os processos burocráticos até novos medicamentos e exames, que pouco a pouco revolucionam o sistema.

Os maiores unicórnios da saúde se concentram nos EUA e na China  (Infográfico: Reprodução/ Distrito Healthtech Report)

Nesse cenário bilionário, as HealthTechs têm grande potencial para se tornarem unicórnios — aquelas startups que valem mais de US$ 1 bilhão — inovando em áreas como wearables e internet das coisas (IoT), telemedicina, medical devices e inteligência artificial (AI) e Big Data. Atualmente, já existem 37 dessas empresas lendárias no mundo, de acordo com os dados do Distrito.

A seguir, confira os 5 maiores unicórnios, entre as HealthTechs do planeta — só não se surpreenda se a maioria delas vierem dos Estados Unidos ou da China!

A HealthTech Samumed é a empresa mais valiosa do setor no mundo (Fota: Reprodução/ Samumed)

Samumed: a startup norte-americana foi fundada em 2008 e hoje é avaliada em US$ 12 bilhões. O unicórnio busca desenvolver soluções para a regeneração de tecidos para, principalmente, o controle de doenças degenerativas. Além disso, investe em pesquisas com células-tronco para regeneração de cartilagens, por exemplo.

Roivant: mais uma norte-americana, avaliada em US$ 7 bilhões. Fundado em 2014, o unicórnio trabalha para o desenvolvimento de novos medicamentos com o uso de IA. Entre suas pesquisas, destacam-se tratamentos que vão de endometriose, câncer de próstata, doença de Parkinson e até diabetes.

WeDoctor: o primeiro chinês da lista é avaliado em US$ 5,5 bilhões de dólares. O unicórnio nasceu em 2010, como um aplicativo de agendamento de consultas, mas evoluiu para uma nova forma de plano de saúde, guiado por algoritmos, incluindo o primeiro hospital virtual do mundo.

Criação do unicórnio United Imaging permite escanear o corpo humano em 15 segundos (Foto: Reprodução youtube/ United Imaging)

United Imaging: a segunda startup chinesa mais bem avaliada entre as HealthTechs vale US$ 5 bilhões. Fundada em 2011, desenvolve sistemas e equipamentos para imagens médicas, como scanners de tomografia computadorizada, instrumentos de imagem molecular e equipamentos de ressonância magnética. É o caso do uEXPLORER, capaz de fazer uma varredura completa pelo corpo humano em 15 segundos, localizando, com precisão, tumores e micrometástases, por exemplo.

Intarcia: a norte-americana está avaliada em US$ 3,5 bilhões e, desde 2016, está engajada no desenvolvimento de novos tratamentos para o diabetes, o vírus do HIV e outras doenças crônicas. Além disso, a startup recebe significativos investimentos da Bill & Melinda Gates Foundation.

Ottobock: o primeiro unicórnio alemão divide o quinto lugar com a americana Intarcia, ambos avaliados em US$ 3,5 bilhões. A empresa desenvolve dispositivos médicos com foco na ortopedia e mobilidade, como cadeiras de rodas tech e a histórica Michelangelo prosthetic hand, de 2011, que representou um salto na área de próteses com sua capacidade de adaptação.

E o Brasil?

De fora da lista dos unicórnios, as HealthTechs brasileiras não param de crescer e, quem sabe, um dia cheguem a esse patamar. Em 2014, o Brasil tinha 160 startups do segmento que este ano chegaram a 386. Em porcentagem, esse crescimento representa uma alta de 141%, mesmo enfrentando dificuldades de acesso às últimas tecnologias.

Segundo o Dr. Marcelo Herdt, médico e consultor da SoftPlan — uma das maiores empresas de software do país —, “esse é um movimento ainda crescente que envolve grandes hospitais, operadoras, colegas médicos e clínicas. Todos esses players da saúde vêm buscando por inovações, principalmente, nos seus nichos específicos.”

Startup brasileira Hi Technologies desenvolve aparelhos que agilizam exames clínicos (Eduardo von Linsingen/ Hi Technologies)

Afinal, os mais de US$ 42 bilhões gastos anualmente em cuidados de saúde privados no país, segundo o último Global Startup Ecosystem Report, devem despertar grande interesse. Confira, a seguir, três grandes destaques do Distrito HealthTech Report, levantadas a partir de uma combinação de faturamento, funcionários, visibilidade e funding:

Hi Technologies: é uma HealthTech paranaense, fundada em 2014, que desenvolve equipamentos médicos e exames, como o Milli Sleep, que monitora o sono do usuário, ou ainda o Milli Partus, responsável por acompanhar o progresso do trabalho de parto. Além de produzir novos dispositivos para exames laboratoriais. Tem como carro-chefe o Hilab, um laboratório portátil inovador que opera como um serviço de exames laboratoriais que usa inteligência artificial para acelerar o diagnóstico médico. Com o Hilab, o resultado sai em poucos minutos.

Magnamed: a startup paulistana foi fundada em 2005 e é especializada em produtos para ventilação pulmonar. Isso significa que desenvolvem produtos para pacientes incapacitados ou com dificuldades respiratórias, como o OxyMag, que pode ser usado tanto por recém-nascidos quanto por adultos.

Memed: mais uma paulistana, a HealthTech foi fundada em 2012 para fornecer prescrições inteligentes, através da Receita Digital. Em suas atividades, o software busca em uma base com mais de 60 mil medicamentos, além de analisar seu o custo benefício, mas seus resultados dependem da aprovação de um médico.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.