COVID-19 | Oxford desenvolve novo teste rápido e portátil de anticorpos

COVID-19 | Oxford desenvolve novo teste rápido e portátil de anticorpos

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 27 de Abril de 2021 às 17h10
tang/rawpixel

Como uma nova tentativa de lidar com a luta contra a COVID-19, pesquisadores da Universidade de Oxford desenvolveram um teste de anticorpos portátil e econômico.

"Com melhores maneiras de testar os níveis de anticorpos e entender as defesas imunológicas de indivíduos e populações, cada vez mais tomamos medidas para proteger mais pessoas globalmente e controlar a disseminação do vírus", anunciou Alison Simmons, diretora da Unidade de Imunologia Humana da Universidade de Oxford.

A ideia é usar o teste para identificar indivíduos que já estão protegidos contra a COVID-19 e identificar quem não tem anticorpos suficientes e ainda necessita de mais uma dose da vacina. Mas vale apontar que a pesquisa ainda está em fase de testes.

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O teste funciona com uma simples picada no dedo (bem semelhante aos testes de diabetes, por exemplo), e é baseado na ligação de uma parte da proteína viral à superfície dos glóbulos vermelhos. Quando os anticorpos contra o vírus estão presentes, eles criam um aglomerado de células vermelhas do sangue, e o aglomerado pode ser visto a olho nu. Por enquanto, os pesquisadores usaram o teste em pacientes com COVID-19, mas no futuro, a ideia é justamente identificar aqueles que geraram anticorpos suficientes com sucesso após a vacinação. Outra intenção dos pesquisadores é atualizar o teste sempre que há uma nova variante.

Oxford desenvolve novo teste rápido de anticorpos, que funciona por meio de picada no dedo (Imagem:  Viktor Forgacs/Unsplash)

Mas vale observar que a precisão dos testes de anticorpos ainda está em revisão, em muitos casos. As pessoas também podem obter como resultado um falso positivo, mostrando que elas têm anticorpos. Além disso, pode levar várias semanas após uma infecção ou vacinação para o sistema imunológico desenvolver anticorpos.

A proposta, basicamente, é que os anticorpos possam prevenir contra uma reinfecção por cerca de um ano. Entretanto, os próprios cientistas de Oxford admitem a necessidade de mais pesquisas para chegar a uma conclusão. Mesmo que o teste ainda não tenha sido aprovado para uso na população, os pesquisadores também já querem levar as possibilidades ao sistema de saúde britânico.

Mas nem só de testes de anticorpos vive Oxford: a instituição é responsável pela Covishield, imunizante desenvolvido em parceria com a AstraZeneca. Aqui no Brasil, a vacina em questão está nas mãos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Fonte: BBC

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