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Como atividade física pode prevenir o AVC

Por| Editado por Luciana Zaramela | 16 de Abril de 2024 às 14h46

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Rawpixel.com/Envato
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O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame, é uma das principais causas de morte em todo o mundo, incluindo o Brasil. No entanto, o risco deste problema de saúde cai consideravelmente, quando a pessoa pratica atividade física. O exercício também é indicado para a recuperação de pacientes.

Embora existam diferentes tipos de atividade física, que vão desde uma caminhada rápida até um treino de futebol, passando pela musculação, não é todo mundo que consegue encontrar tempo para movimentar o corpo com regularidade, o que contribui para o aumento do risco de AVC.

Para entender a situação do país, 52% dos brasileiros raramente ou nunca praticam atividades físicas, conforme aponta a Pesquisa Saúde e Trabalho, realizada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi). Esta realidade precisa mudar, e existem algumas evidências científicas que podem dar um incentivo extra.

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Quanto tempo de atividade física é necessário?

Pesquisadores da Universidade de Pisa (Itália) e Imperial College London (Reino Unido) descobriram, recentemente, que qualquer atividade física é melhor do que ficar parado, quando se pensa na saúde e no risco de AVC.

“De acordo com os nossos resultados, todos os níveis de [atividade física no lazer] podem ser benéficos para a prevenção do AVC, incluindo os níveis atualmente considerados baixos ou insuficientes”, afirmam os pesquisadores. “As pessoas devem ser incentivadas a serem fisicamente ativas mesmo nos níveis mais baixos”, acrescentam.

A conclusão desta revisão sistemática, publicada na revista Journal of Neurology Neurosurgery & Psychiatry, é bastante positiva, já que muitas pessoas simplesmente não praticam atividade física, pensando que não vão conseguir fazer exercício três vezes por semana e, assim, não terão resultados, por exemplo.

Atividade física ideal ou possível?

Oficialmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 150 minutos ou mais por semana de atividade física de intensidade moderada ou 75 minutos ou mais de atividade de intensidade vigorosa para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, como o AVC.

Neste modelo ideal, a equipe internacional de pesquisa descobriu que esse volume de exercício físico reduz o risco de AVC em 29%. No entanto, se exercitar menos do que este parâmetro, pode diminuir a probabilidade desta complicação em 18%, o que também é positivo.

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Além da atividade física, outras medidas importantes de prevenção do AVC incluem o controle da pressão arterial, do colesterol e do diabetes. Dormir bem, não fumar e controlar os níveis de estresse também são importantes.

Prevenção e tratamento do AVC

Se não foi possível prevenir o derrame, outros dados científicos demonstram que a atividade física é parte fundamental do processo de recuperação e reabilitação pós-AVC. É o que revela uma revisão sistemática desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido).

"O exercício e a atividade física são ferramentas úteis na reabilitação e recuperação funcional de pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral”, destacam os autores do estudo, publicado na revista ISRN Neurology.

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Entretanto, os exercícios mais indicados para os pacientes que tratam as sequelas do AVC vão depender do estado de saúde de cada indivíduo, podendo variar bastante de caso para caso. De forma geral, estes pacientes podem considerar a inclusão de:

  • Treinos de força (musculação) para aumentar a independência nas atividades do dia a dia;
  • Treino de flexibilidade e alongamentos para aumentar a amplitude de movimento;
  • Treinos para melhorar o equilíbrio e a coordenação motora;
  • Exercícios aeróbicos em intensidade moderada. 

"Apesar dos potenciais benefícios, na realidade, a implementação de exercícios para pacientes com AVC é complexa”, admitem os autores. Por isso, a equipe de pesquisa defende a análise dos casos individualmente, mas destacam que a retomada das atividades físicas deve melhorar a saúde geral dessas pessoas.

Fonte:  Journal of Neurology Neurosurgery & PsychiatryISRN Neurology e Agência Brasil