Com 5G e baixa latência, cirurgias robóticas já acontecem; confira o que sabemos

Com 5G e baixa latência, cirurgias robóticas já acontecem; confira o que sabemos

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 28 de Setembro de 2021 às 12h40
LightFieldStudios/Envato Elements

Para que cirurgias robóticas revolucionem a medicina, a questão do 5G ainda é um grande desafio em inúmeros países, como apontam especialistas. No entanto, uma conexão segura e de baixa latência — tempo bastante curto entre o que acontece "ao vivo" e a transmissão desse acontecimento — já permitem as primeiras cirurgias robóticas e remotas na China. As iniciativas pioneiras contam com o suporte da Huawei.

No dia 17 de setembro, médicos chineses concluíram, com sucesso, as duas primeiras cirurgias de substituição remota de articulação de joelho. Os procedimentos foram feitos com a ajuda de um robô de cirurgia ortopédica doméstica apelidado de HongHu. A tecnologia é controlada por médicos especialistas e não funciona de forma autônoma. No caso, foi feita pelo ortopedista Li Huiwu, chefe do Departamento de Ortopedia da Jiaotong University School of Medicine, em Xangai.

No mesmo dia, o robô HongHu realizou a cirurgia de substituição da articulação do joelho em duas mulheres, localizadas em dois pontos diferentes na China: no Hospital Popular em Huizhou, na província de Guangdong; e no Hospital 920 da Força de Segurança Conjunta do Exército de Libertação do Povo em Kunming, na província de Yunnan. Ambas as cirurgias foram bem sucedidas.

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Cirurgias com 5G são realizadas na China (Imagem: Reprodução/DragonImages/Envato Elements)

Cirurgia feita de longe

Com a chegada — e a popularização — da rede 5G, a medicina deverá viver um novo salto científico, já que cirurgias remotas poderão ser muito mais comuns. Além disso, especialistas poderão atender um maior número de pacientes, sem a barreira geográfica, desde que existam equipamentos cirúrgicos disponíveis.

De forma geral, o 5G e a robótica representam os rumos que a telemedicina deve seguir nos próximos anos, onde pacientes poderão contar tanto com o diagnóstico quanto com a cirurgia de forma remota. As consultas também deverão ficar mais dinâmicas e mais complexas.

Primeira cirurgia remota com 5G na China

Embora os dois últimos casos de cirurgia remota na China surpreendam, estes não foram os primeiros do tipo no país asiático. Em retrospectiva, a primeira cirurgia foi feita no dia 10 de janeiro de 2019, na província de Fujian, e o paciente era um animal. Esta operação pioneira contou com a partição da Huawei, da China Unicom, do Hospital Hepatobiliar de Meng Chao da Universidade Médica de Fujian e da Suzhou Kangduo Robotics Co.

Em março daquele mesmo ano, a Huawei se uniu com a China Mobile e o Hospital Geral do Exército de Libertação do Povo Chinês para, de fato, realizar uma cirurgia remota em humanos, usando o 5G. Esta é considerada a primeira cirurgia do tipo do mundo, segundo os responsáveis pelo procedimento. Na cirurgia, o paciente estava em Pequim, enquanto o cirurgião que operou o braço robótico estava em Hainan. No total, 3000 km dividiam as duas partes no procedimento inédito.

Fonte: NetEase, Guahao  

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