Publicidade

Chatbots são mais atenciosos que médicos ao responder dúvidas de pacientes

Por| Editado por Luciana Zaramela | 04 de Maio de 2023 às 18h09

Link copiado!

Rido81/envato
Rido81/envato

Os chatbots estão conquistando cada vez mais espaço no que diz respeito às novas tecnologias. E um estudo recente publicado na revista JAMA Internal Medicine sugere que o ChatGPT tem potencial para dar respostas rápidas a perguntas médicas de rotina.

Segundo o estudo, conduzido por pesquisadores da UC San Diego, as respostas do chatbot foram consideradas de “qualidade significativamente superior” às dos humanos. Curiosamente, as afirmações da inteligência artificial entregam mais empatia que as elaboradas pelos médicos, segundo 78% dos avaliadores.

Os pesquisadores acreditam que a inteligência artificial pode ser um divisor de águas para a medicina, além de reduzir cargas de trabalho e melhorar a qualidade dos pacientes.

Continua após a publicidade

Para o estudo, os cientistas selecionaram 195 respostas da subseção Ask a Doctor do Reddit, feitas por médicos que são verificados pela plataforma, e então levaram essas mesmas questões para o ChatGPT.

Segundo o estudo, as respostas do chatbot tendem a ser muito mais detalhadas e amigáveis. Em alguns dos casos analisados, o chatbot fornece um conjunto mais completo de sintomas, e se mostra capaz de oferecer um pouco de cuidado adicional, algo que muitos médicos acabam deixando passar por conta da rotina ocupada.

Os pesquisadores concluem o estudo afirmando que, se o computador tiver tempo para consultar a literatura atual e produzir respostas mais completas, pode significar uma revolução na medicina.

Continua após a publicidade
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia

Mas os chatbots não escapam das polêmicas: ainda neste ano, na Bélgica, um homem cometeu suicídio e a viúva culpou um chatbot de ter incentivado a prática. Na ocasião, jornalistas testaram o bot e se deparavam com incentivos. A tecnologia chegava até mesmo a detalhar métodos.

Fonte: JAMA Internal Medicine