Bill Gates aposta em vacina específica contra COVID-19; saiba qual e o porquê

Por Fidel Forato | 17 de Setembro de 2020 às 20h40
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Na corrida por uma vacina eficaz e segura contra a COVID-19, Bill Gates, o filantropo bilionário e fundador da Microsoft, entende que um possível imunizante dificilmente estará pronto até o final deste ano por conta das etapas de testes necessárias, que precisam ser respeitadas. Entretanto, Gates aposta que a vacina da Pfizer possa ser uma surpresa neste percurso.

Quanto às previsões bastante otimistas de que uma vacina contra a COVID-19 comece a ser distribuída ainda em 2020, Gates é um tanto quanto cético. “Nenhuma das vacinas deve ser aprovada nos Estados Unidos antes do final de outubro”, explicou o fundador da Microsoft, durante entrevista para CNBC, publicada nesta semana.

Bill Gates aposta que vacina da Pfizer contra a COVID-19 pode ter estudos clínicos finalizados primeiro (Imagem: Reprodução/ WhiteSession/ Pixabay)

Para o filantropo, as possibilidades de se alcançar uma vacina eficaz e segura contra a COVID-19 devem ser maiores para 2021. “Acho que assim que entrar, digamos, dezembro ou janeiro, as chances são de que pelo menos duas ou três [vacinas] irão [buscar aprovação] — se a eficácia [realmente] existir”, lembrou Gates.

Vacina da Pfizer contra a COVID-19

“A única vacina que, se tudo corresse perfeitamente, poderia buscar a licença de uso emergencial até o final de outubro, seria a da Pfizer”, destacou Gates durante a conversa. Inclusive, a Fundação Bill e Melinda Gates firmou parceiras para o desenvolvimento de diferentes vacinas contra o coronavírus, como com a Pfizer e com a farmacêutica da Johnson & Johnson, a Janssen.

“Nós vemos bons níveis de anticorpos na fase um e na fase dois, então estamos muito esperançosos”, explicou Gates sobre as expectativas em relação ao imunizante ser aprovado antes do final do ano na terceira e última fase de pesquisa e, assim, estar disponível mais cedo para a população.

No entanto, uma preocupação — durante o processo de desenvolvimento dos imunizantes contra a COVID-19 — seria o uso de licenças emergenciais para iniciar campanhas de vacinação, em massa, contra o coronavírus, como as autoridades russas propuseram para a vacina Sputnik V.

"A boa notícia é que as principais empresas de vacinas [norte-americanas], hoje, disseram que não solicitarão nem mesmo a licença de uso de emergência até que tenham uma prova de eficácia”, comentou Gates “Também temos que seguir todas as etapas de segurança para que as pessoas sintam que desejam participar da administração desta vacina”, defendeu.

Como funciona a vacina em que Bill Gates aposta?

Desenvolvida em parceira com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, a potencial vacina contra a COVID-19 funciona a partir de uma sequência de RNA mensageiro que orienta o sistema imunológico da pessoa vacinada a produzir uma proteína específica do coronavírus. Uma vez produzida dentro do corpo, o sistema imunológico pode reconhecer ela como um antígeno e criar imunidade.

Em outras palavras, a fórmula da Pfizer utiliza o maquinário do próprio corpo humano para ser capaz de produzir essa proteína, similar à do vírus, e estar preparada caso o paciente precise combater o agente infeccioso. Para testar a eficácia do método, cerca de 29 mil voluntários no mundo participam dos estudos clínicos com o imunizante.

No Brasil, mil participantes fazem parte do grupo de testes do imunizante da Pfizer. Os voluntários estão divididos entre os estados de São Paulo e Bahia. Nacionalmente, quem conduz os testes é o CEPIC (Centro Paulista de Investigação Clínica), em São Paulo, e a Instituição Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador.

Fonte: CNBC e New York Post  

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