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Holanda testa cão-robô para “farejar” narcóticos

Por| Editado por Luciana Zaramela | 11 de Junho de 2024 às 15h59

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Reprodução/Boston Dynamics
Reprodução/Boston Dynamics

Com capacidade de mapear territórios e caminhar em ambientes complexos, o cão-robô Spot, da Boston Dynamics, já é bastante usado em operações policiais ou mesmo em resgates. Agora, a polícia da Holanda começa a testar esses robôs para entrar em laboratórios clandestinos e localizar narcóticos, de forma autônoma, sem colocar em risco os profissionais. Eles serão guiados pela inteligência artificial (IA).

Diferente dos tradicionais cães da polícia, conhecidos pelo olfato imbatível na hora de farejar drogas em aeroportos, a ideia é usar os cães-robôs para invadir, com mais segurança, laboratórios clandestinos voltados para a produção de narcóticos. Até o momento, esses robôs não têm as habilidades olfativas necessárias, mas podem ser ótimos agentes quando o alvo já foi definido.

Vale lembrar que, desde 2021, a polícia holandesa já usa cães-robôs em suas operações. No entanto, as máquinas são sempre controladas remotamente por um agente policial, o que poderá deixar de ser necessário.

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Operações policiais mais seguras

Em média, a polícia da Holanda identifica de três a quatro laboratórios clandestinos voltados para a produção de drogas por semana. Diferente do que se pode pensar, entrar nesses locais é algo bastante perigoso e potencialmente mortal.

Em uma batida policial, os criminosos costumam sair correndo, mas a fuga de um laboratório pode ter inúmeras consequências. Dependendo de como foram armazenados os produtos químicos e os equipamentos, existe até o risco de explosões.

“Se o laboratório estiver ativo e você interromper o trabalho, ele poderá explodir”, reforça Simon Prins, agente da polícia, para o site NewScientist. Esta é uma situação de máximo risco para a equipe. 

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Buscando reduzir o risco dessas explosões, os policiais costumam usar roupas e equipamentos de segurança para entrar nesses laboratórios, o que torna a operação lenta demais. 

Na teoria, um cão-robô autônomo poderia entrar nesses ambientes de alta periculosidade antes mesmo de qualquer humano. Assim, conseguiria detectar produtos químicos perigosos e isolá-los, evitando o risco de explosões.

O robô também seria capaz de verificar se o prédio está vazio ou ainda é ocupado por criminosos, em pouco tempo. Dependendo da resposta, a entrada da polícia será diferente.

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Cães-robôs autônomos

Por enquanto, o uso dos cães-robôs autônomos, sob o controle da IA, está limitado ao ambiente de testes. Segundo os responsáveis, a máquina conseguiu explorar e mapear uma réplica de um laboratório de 200 metros quadrados com sucesso. Nessa operação, o robô também encontrou químicos de risco e os isolou em um recipiente de armazenamento seguro.

“Quero que a equipe esteja ocupada com a operação e não com um robô [sendo controlado]. Então, esse é o jogo que estamos jogando agora: até que ponto podemos torná-lo autônomo ?'”, questiona Prins.

Em paralelo a essas experiências simuladas, há inúmeras preocupações de segurança envolvendo robôs autônomos, o que pode atrasar a viabilidade do projeto. Mesmo que sejam aprovados, algum policial continuará a responder pelos atos dos robôs, possivelmente aquele que poderá parar a máquina em caso de comportamento inadequado.

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A seguir, veja uma demonstração sobre os recursos do cão-robô:

Fonte: NewScientist