Facebook sofre para manter servidores estáveis durante a pandemia de coronavírus

Por Rafael Arbulu | 25 de Março de 2020 às 13h10
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O aumento de uso de sua plataforma por parte dos usuários não necessariamente significa uma coisa boa. Se você duvida, pergunte ao Facebook: segundo a empresa, houve um aumento significativo do volume de usuários conectados à rede social, gerando dificuldades na manutenção da estabilidade dos seus serviços.

De acordo com Alex Schultz e Jay Pareikh, respectivamente, vice-presidente de Analytics e vice-presidente de Infraestrutura da empresa, o aumento é atribuído ao avanço da COVID-19 — a doença causada pelo novo coronavírus — no mundo: “O crescimento no uso [da plataforma] advindo da COVID-19 é sem precedentes por toda a indústria, e nós estamos registrando novos recordes todo dia. Manter a estabilidade durante esses picos tem sido algo mais desafiador do que o normal agora que a maioria de nossos funcionários está trabalhando de casa”, disseram os executivos, em um comunicado.

Ainda segundo a empresa, somente na Itália, atualmente o país com mais mortes em decorrência do novo coronavírus, o volume de uso do Facebook por usuários aumentou em 70%, além de um acréscimo de 50% nos serviços de mensagem instantânea da empresa (WhatsApp; Facebook Messenger).

Facebook afima que o isolamnto social causado pela pandemia da Covid-19 vem causando saltos de usabilidade de sua plataforma, além de minar seus negócios em publicidade

Até o momento, a empresa fundada por Mark Zuckerberg tem conseguido se manter à frente da alta demanda, mas isso não veio sem concessões: a rede social foi uma das fornecedoras de serviços de internet a reduzirem a qualidade da reprodução de seus vídeos na Europa (uma medida também adotada pelo YouTube, Netflix e Disney), e, segundo o Engadget, vem rescindindo o trabalho de funcionários temporários que atuavam na moderação de comentários e outros conteúdos.

Possível queda de receitas

O Facebook, similarmente a outras empresas, também antecipa uma queda na receita vinda de seus negócios em publicidade online, alertando o público que a atual pandemia também seria a causa disso: “Nós não monetizamos a maior parte dos serviços onde estamos vendo maior engajamento, e já percebemos um enfraquecimento de nosso negócio em advertising em países que estão executando ações mais agressivas a fim de reduzir a disseminação da COVID-19”, diz o comunicado.

Apesar do cenário desfavorável, a situação não impede que o Facebook lance novos recursos por todos os seus produtos: o Instagram agora conta com o “Co-Watching”, uma função que, a grosso modo, resume-se em acompanhar o feed com os seus amigos, rolando a tela junto com outra pessoa, a fim de amenizar as dificuldades causadas pelo distanciamento social.

Fonte: Engadget

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