Facebook revela os principais nomes de empresas com quem compartilha seus dados

Por Jessica Pinheiro | 02 de Julho de 2018 às 13h15
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O escândalo envolvendo compartilhamento de dados de usuários do Facebook com outras empresas continua. O episódio da vez mostra a companhia de Mark Zuckerberg revelando as principais empresas para quem divulga as informações; em resposta às perguntas dos políticos dos Estados Unidos sobre as práticas da empresa.

Na lista constam pelo menos 61 nomes que recebem isenção temporária a um código de bloqueio que alguns aplicativos possuem, de modo a evitar que alguém acesse detalhes sobre os amigos dos usuários na rede. Além disso, foi autorizado a mais 52 companhias que explorassem esses dados para firmar uma espécie de networking.

No último mês, a rede social enfrentou críticas de alguns legisladores dos Estados Unidos após entregar os nomes dessas empresas, uma vez que o Facebook não solicitou consentimento explicito de seus usuários para compartilhar os dados dos mesmos. A pressão sobre a companhia permanece, desta vez para que divulguem mais detalhes sobre seus hábitos de compartilhamento de informações. Tudo isso desde o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica.

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Concedendo privilégios desde sempre

Há alguns anos, o Facebook permitia que aplicativos de terceiros tivessem acesso a dados abrangentes sobre os amigos dos usuários que utilizavam o serviço. Então, uma comissão irlandesa de proteção de dados pediu uma revisão dessas políticas, anunciando que todos esses privilégios seriam barrados a partir de 30 de abril de 2015.

Mais recentemente, o Facebook divulgou que uma empresa em São Francisco, especializada em software para usuários com deficiência visual, chamada Serotek, recebeu acesso a dados extras por oito meses. Por fim, informações listam outras 60 empresas que receberam os mesmos privilégios, só que por um período mais curto de tempo.

Dentre estas, estão:

  • O serviço de encontros Hinge
  • A gigante russa Mail.ru
  • A Nike
  • A fabricante de carros Nissan
  • A desenvolvedora de jogos ao estilo casino Playtika
  • O serviço de streaming de música Spotify
  • A companhia de entregas UPS

Não obstante a isso, há ainda um esquema paralelo do Facebook rolando, em que certas empresas de hardware e software conseguem acesso a detalhes pessoais dos usuários da rede social para que construam seu próprio networking com recursos semelhantes aos da rede social. Algumas dessas companhias parceiras, inclusive, ainda estão ativas, mesmo com as alegações de que elas estão, supostamente, violando termos e compromissos de privacidade para com os Estados Unidos e o público. São estas algumas delas:

Controle de danos

Ainda que o estrago pareça ser enorme, o Facebook afirma que suas parcerias, bem como suas próprias equipes de engenharia, revisaram e aprovaram todos os acordos de compartilhamento de dados. Como resultado, não encontravam nenhuma evidência de abuso desses direitos. A rede social, por sinal, ainda está investindo para encontrar outros possíveis esquemas semelhantes ao da Cambridge Analytica, em que os dados dos usuários foram obtidos e/ou repassados por meios indevidos.

Cerca de 200 aplicativos estão suspensos até o momento, apesar de muitos destes serem descritos como software de testes e, portanto, nunca chegaram ao público definitivamente. Por fim, outros 14 aplicativos pertencentes à empresa canadense de análise de dados AggregateIQ (AIQ) também foram suspensos, e aguardam pelas próximas etapas da investigação.

Fonte: BBC

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