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Samsung registra queda de 95% nos lucros por baixa demanda de memória

Por| Editado por Wallace Moté | 27 de Abril de 2023 às 14h12

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Babak Habibi/Unsplash
Babak Habibi/Unsplash
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A Samsung divulgou nesta quinta-feira (27) seu relatório financeiro referente ao primeiro trimestre de 2023 e impressionou ao apresentar uma queda brusca de 95% nos lucros do grupo em relação ao mesmo período do ano passado. Pior resultado da gigante sul-coreana em 14 anos, os números seriam responsabilidade da baixa demanda por chips de memória, um dos principais produtos da divisão de semicondutores da companhia.

Segundo o comunicado, a receita da gigante atingiu os 63,75 trilhões de won (cerca de US$ 48 bilhões, ou R$ 240 bilhões), uma queda de 18% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, mas que era previsto pela empresa. Os números que mais tiveram impacto foram os do lucro operacional (lucro bruto menos as despesas), registrado em 640 bilhões de won (~US$ 480 milhões, ou R$ 2,4 bilhões), o que representa uma queda profunda de 95% em relação ao mesmo período de 2022.

Esse é o pior resultado trimestral da Samsung Electronics desde 2009, quando o lucro operacional chegou a 470 bilhões de won (~US$ 350 milhões, ou R$ 1,75 bilhão), e tem um culpado claro aos olhos da marca: a baixa demanda por chips de memória. Apesar das polêmicas em torno da família Exynos, a divisão de semicondutores da companhia é líder no fornecimento de chips de DRAM e de NAND para armazenamento.

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Com o aumento da inflação global, a redução do poder de compra dos consumidores e consequente diminuição na venda de dispositivos eletrônicos, especialmente após a explosão vista no período mais extremo da pandemia de covid-19, fabricantes de aparelhos como notebooks e até celulares passaram a reduzir seus pedidos. A crise foi agravada pelo imenso estoque de memória que essas empresas construíram quando a escassez de semicondutores atingiu seu ápice entre 2020 e 2021.

Mesmo diante desse cenário, a Samsung espera registrar uma recuperação na segunda metade de 2023, quando o mercado deve apresentar melhoras e a demanda por memória deve crescer novamente. A sul-coreana também se comprometeu a seguir investindo em pesquisa e desenvolvimento, focando em soluções para data center, como HBM3, e para smartphones e computadores, dando mais espaço para DRAM DDR5 e LPDDR5X, bem como NAND QLC para SSDs.

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Na contramão dessa e de mais algumas divisões, a Samsung MX, responsável pelos smartphones, registrou um crescimento apesar da situação econômica delicada. Os ganhos foram atribuídos ao enorme sucesso apresentado pela família Galaxy S23, em especial o Galaxy S23 Ultra, inclusive no Brasil.

A gigante prevê manter os ótimos resultados nesse segmento pelo restante do ano com destaque para os aparelhos premium, lembrando dos novos celulares dobráveis que trará ao mercado, e estabelece compromissos com as séries Galaxy A54 e A34 para recuperar a demanda nas categorias de menor preço. Também é citado o fortalecimento da competitividade dos tablets e vestíveis, o que pode sugerir o anúncio de novidades em breve.

Fonte: Samsung, via Tom's Hardware