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Novos MacBook Pro chegam com novos chips M5 Pro e Max e foco em IA

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Reprodução/Apple
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Dando sequência à saraivada de anúncios desta terça-feira (3), a Apple oficializou os novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas equipados com os inéditos processadores M5 Pro e M5 Max. Voltados para desenvolvedores, pesquisadores, executivos e criadores que buscam altíssimo desempenho, os novos notebooks da Maçã entregam até 8 vezes mais desempenho em IA em relação aos modelos equipados com M1 e até 4 vezes mais performance de IA em comparação à geração anterior.

Esses números não são por acaso. Pela primeira vez, Cupertino adota uma abordagem agressiva na reestruturação de seus componentes internos, implementando aceleradores neurais diretamente nas GPUs e estreando a chamada "Fusion Architecture". O resultado prático é uma máquina que sobra no presente e está pronta para encarar as demandas do futuro, com processamento local de grandes modelos de linguagem (LLMs).

Apesar de manter o design utilitário e robusto de chassi em peça única de alumínio que vemos desde 2021, o verdadeiro salto geracional está escondido sob a carcaça. A Apple parece ter ouvido os pedidos dos usuários profissionais e, além de turbinar o SOC, trouxe atualizações significativas em armazenamento, memória e conectividade, posicionando os novos MacBook Pro como ferramentas de trabalho definitivas para quem não pode abrir mão de mobilidade, eficiência e poder bruto.

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Força bruta dos chips M5 Pro e M5 Max

Para entender o impacto desses novos laptops, é preciso olhar detalhadamente para o que a Apple fez com os chips processadores.

Construídos sob uma nova arquitetura que combina duas matrizes em um único SoC, os Apple M5 Pro e M5 Max dão um grande salto em paralelismo computacional. Agora eles contam com até 18 núcleos de CPU, sendo 12 núcleos de performance e 6 inéditos "super cores", descritos pela empresa como "os núcleos de processamento mais rápidos do mundo". Na prática, essa configuração garante um ganho de até 30% em tarefas multithread em relação aos M4 Pro e Max, beneficiando desde programadores compilando códigos complexos até engenheiros rodando simulações extremamente pesadas.

Na parte gráfica, o M5 Pro vem com até 20 núcleos de GPU, enquanto o todo-poderoso M5 Max dobra essa quantia para impressionantes 40 núcleos. A grande inovação aqui é a inclusão de um Acelerador Neural em cada um desses núcleos gráficos.

Segundo John Ternus, vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da Apple, essa mudança "permite que os profissionais executem LLMs avançados no próprio dispositivo e desbloqueiem recursos que nenhum outro laptop consegue fazer". Isso se traduz em renderizações de efeitos visuais até 50% mais rápidas e um salto de 35% de performance em aplicações com ray tracing.

Para alimentar toda essa capacidade de processamento sem engasgos, a largura de banda da memória unificada também foi ampliada. O M5 Pro suporta até 64 GB de memória trafegando a 307 GB/s. Já o M5 Max suporta absurdos 128 GB de memória unificada com largura de banda insana de 614 GB/s, resolvendo de vez qualquer limitação de hardware para o treinamento de modelos de inteligência artificial localmente ou edição pesada de múltiplos fluxos de vídeo em 8K.

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Armazenamento em dobro e conectividade de ponta

Historicamente criticada por ser conservadora no armazenamento base de seus computadores, a Apple finalmente cedeu aos pedidos dos usuários. As novas unidades de SSD agora entregam o dobro de velocidade da geração anterior, atingindo taxas de transferência assustadoras de até 14,5 GB/s. Mais do que isso, a companhia dobrou a capacidade inicial: o MacBook Pro com M5 Pro passa a sair de fábrica com 1 TB de armazenamento, enquanto as máquinas equipadas com o M5 Max já partem de invejáveis 2 TB. É uma mudança que justifica o upgrade para quem lida com grandes volumes de dados todos os dias.

A comunicação com o mundo externo também recebeu uma injeção de ânimo com a introdução do chip de rede proprietário Apple N1. Pela primeira vez, os MacBooks Pro têm suporte nativo aos padrões Wi-Fi 7 e Bluetooth 6, garantindo estabilidade e velocidades sem fio superiores.

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Nas conexões físicas, a grande estrela é a adoção de três portas Thunderbolt 5 em todos os modelos Pro e Max, triplicando a velocidade de transferência de dados para periféricos de nível profissional em relação à geração passada com Thunderbolt 4.

Bateria para o dia todo e tela impecável

O mais surpreendente de todo esse incremento de performance é que ele não cobra um pedágio na duração da bateria do novo MacBook Pro. Pelo contrário, a Apple promete até 24 horas de duração de bateria longe da tomada. Para quem está planejando migrar de um Mac antigo com processador Intel, isso significa até 13 horas adicionais de uso contínuo, mantendo exatamente o mesmo nível de desempenho quer o notebook esteja conectado à energia ou não. O carregamento rápido também marca presença, permitindo recuperar 50% da carga em apenas 30 minutos.

Para o consumo e criação de conteúdo visual, a já aclamada tela Liquid Retina XDR retorna impecável, oferecendo brilho de pico de 1.600 nits para conteúdos em HDR. A novidade fica por conta da opção de revestimento com vidro nano-texture, ideal para criadores que precisam minimizar reflexos em ambientes com iluminação intensa e desafiadora.

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Fechando o pacote de hardware, o sistema de seis alto-falantes com suporte a Áudio Espacial continua sendo referência absoluta na indústria, agora acompanhado de uma nova câmera Center Stage de 12 MP com suporte ao recurso Desk View, garantindo uma presença digital profissional em videoconferências.

Preço e disponibilidade dos novos MacBook Pro

Com a chegada dos novos chips M5 Pro e M5 Max, associados a melhorias em armazenamento e conectividade, a Apple tem afirmado que os novos MacBook Pro são o ápice da computação portátil voltada para produtividade extrema. A inclusão de hardware dedicado para aceleração de IA diretamente na GPU e o avanço para o Thunderbolt 5 mostram que essas não são apenas máquinas de atualização incremental, mas sim investimentos pensados para durar anos nas mãos de usuários e empresas exigentes.

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Disponíveis nas cores Preto Espacial e Prateado, os novos equipamentos chegam ao Brasil com preços que espantam quem não está acostumado com o ecossistema da Apple. O modelo de 14 polegadas chega ao país custando a partir de R$ 20.999, enquanto a variante com tela maior, de 16 polegadas, tem preço sugerido partindo de R$ 33.999.

A pré-venda tem início nesta quarta-feira (4), com a disponibilidade oficial nas lojas a partir do dia 11 de março.

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