Qualcomm diz que agora é a hora de trabalhar em parceria com a Apple

Por Rafael Arbulu | 28 de Setembro de 2018 às 09h58

Nada é tão eficaz no término de um namoro quanto um belo processo judicial corporativo na casa dos milhões de dólares de indenização. Ou será que não? A fabricante de processadores para smartphones Qualcomm, pelo visto, acredita em segundas chances: apesar do imbróglio judicial advento de um processo que a empresa sofreu da Apple sobre práticas anticompetitivas, o CEO Stephen Mollenkopf disse à Bloomberg que ainda acredita em um relacionamento sadio com a Maçã de Cupertino. O executivo sinalizou, inclusive, a possibilidade de um acordo entre as duas gigantes tecnológicas:

“Nós temos uma disputa sobre o preço de propriedades intelectuais. Acreditamos que isso está seguindo para um período onde a nossa estratégia está se desdobrando e o ambiente é tal que, creio eu, um acordo possa ser feito. Ao mesmo tempo, acredito que não há oportunidade melhor para termos uma parceria e trabalharmos com a Apple. Faz todo o sentido que a líder tecnológica mobile seja parceira com a líder de produtos para o mobile e essas coisas tendem a se resolver. A forma como enxergamos essa indústria é a de que você eventualmente acerta as disputas e segue em frente para novos tempos”.

Qualcomm e Apple: a relação de amor e ódio entre as duas empresas começou ao final de 2017 e perdura até hoje

A Qualcomm e a Apple vêm trocando farpas na justiça norte-americana desde novembro de 2017, quando a empresa liderada por Tim Cook processou a companhia de San Diego, alegando que o chipset Snapdragon violava patentes registradas em nome da Apple. A Qualcomm abriu um contra-processo na mesma época, alegando que 16 patentes dela vinham sendo usadas pela Apple sem a devida permissão. Em janeiro, um novo processo movido pela Apple acusou a Qualcomm de exagerar nos preços de seus chips, bem como recusar descontos prometidos na casa de US$ 1 bilhão para seus clientes.

Nesta semana, a Qualcomm acusou a Apple de vazar seus segredos para uma terceira fabricante — a Intel, sua principal concorrente —, declarando à CNBC, inclusive, que tinha provas contundentes do suposto vazamento.

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Fonte: Studio 1.0 (BloombergTV); Digital Trends

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