Há 5 anos, a catastrófica negociação entre Nokia e Microsoft era fechada

Há 5 anos, a catastrófica negociação entre Nokia e Microsoft era fechada

Por Wagner Wakka | 03 de Setembro de 2018 às 16h20

Faz exatamente 5 anos que a Microsoft comprou a divisão de Dispositivos e Serviços da Nokia, passando a deter todos os smartphones da companhia finlandesa. Embora a gigante americana só tenha de fato passado a controlar esta divisão em abril do ano seguinte, foi em 3 de setembro de 2013 que as duas firmaram um acordo de US$ 7,2 bilhões.

Foi nesta data também que o então presidente da Microsoft, Steve Ballmer, enviou uma carta a seus funcionários informando sobre, também até aquele momento, uma promissora nova fase na vida da empresa.

A história, contudo, se mostrou diferente. Um ano depois de passar a controlar a Nokia, em julho de 2015, a Microsoft anunciou abandonou o acordo — o que resultou no corte de 7.800 funcionários da finlandesa.

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Um dos motivos para isso foi a mudança de presidente. Com a entrada da Satya Nadella, alguns cortes foram prometidos em “áreas que não estavam funcionando”. Ano passado, no livro Hit Refresh, escrito por Nadella, ele informou que tal aquisição era ponto controverso dentro da Microsoft e que ele mesmo votou contra a negociação.

Cinco anos depois, o resultado é que o Windows Phone teve seu momento. Em 2016, a Microsoft anunciou a demissão de 1.850 funcionários ligados à divisão de hardware para celulares, dos quais 1.350 eram localizados na Finlândia (onde fica a sede da Nokia) e outros 500 ao redor do mundo. Com isso, ela abandonou o mercado de smartphones para consumidores.

Em abril deste ano, a companhia confirmou que não tem mais Windows Phone em seus estoques, colocando um fim na história da linha. Atualmente, a norte-americana apenas produz aplicativos para plataformas mobile e foca suas atividades mais em tablets do que em smartphones.

Já a Nokia segue como uma das grandes fabricantes de smartphones, embora tenha perdido muita força com todas estas questões.

Fonte: via The Next Web

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