Alibaba registra queda de 81% no lucro no 2º trimestre fiscal

Alibaba registra queda de 81% no lucro no 2º trimestre fiscal

Por Munique Shih | Editado por Claudio Yuge | 18 de Novembro de 2021 às 21h20
Getty Images

Nesta quarta-feira (18), o Alibaba registrou a maior queda na receita desde sua estreia na bolsa de valores em 2014. O lucro líquido caiu 81% no segundo trimestre, ao mesmo tempo que a concorrência doméstica aumentou, o consumo desacelerou e Pequim endureceu suas regras antimonopólio com o aumento da repressão regulatória às gigantes de tecnologia do país.

A empresa de Jack Ma obteve um lucro de 5,37 bilhões de yuans (cerca de R$ 4,7 bilhões), comparado aos 28,7 bilhões de yuans (aproximadamente de R$ 25 bilhões) obtidos no mesmo período do ano anterior, uma queda bastante significativa impulsionada por diversos fatores, sobretudo, devido a pressão fiscal exercida pelas autoridades chinesas.

Considerada como uma das varejistas mais valiosas do mundo, o Alibaba foi um dos primeiros alvos das pressões regulatórias do governo chinês e chegou a ser multado em US$ 2,8 bilhões (R$ 15,5 bilhões) por adotar práticas monopolistas em abril deste ano, além de ter o IPO (sigla para "Initial Public Offering", ou oferta inicial de ações) da fintech afiliada, Ant Group, cancelado.

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Outros grandes nomes da China, também têm sido pressionados pelos órgãos reguladores do país. A Didi Chuxing, dona da 99 foi acusada de monopólio assim como o Alibaba, a Tencent teve seu crescimento prejudicado devido a repressão de Pequim contra jogos e mídias sociais, e as empresas de educação à distância New Oriental Education e TAL Education tiveram que rever seus modelos de negócios após a implementação da nova lei para reduzir a pressão escolar sobre os estudantes.

Alibaba tem enfretando concorrência forte de outro gigante chinês, o JD.com (Imagem: Reprodução/Reuters)

Em termos de concorrência, o Alibaba tem enfrentado intensa disputa de mercado com outra gigante do varejo online na China, a JD.com, mas também com novos players como a Pinduoduo e até mesmo empresas de mídia social como o Douyin (Versão chinesa do TikTok) da ByteDance.

Apesar da desaceleração, na semana passada, a varejista quebrou o recorde anterior de vendas durante seu evento anual de compras on-line do Dia dos Solteiros ou “Double Eleven", que ocorre sempre no dia 11 de novembro.

Além disso, o Alibaba informou no início do ano que continuaria fazendo investimentos no Taobao Deals, um serviço de comércio eletrônico voltado para cidades de baixa renda, e iniciativas de varejo offline e na Ele.me, serviço de entrega de alimentos, focando nas cidades de porte menor.

"Neste trimestre, o Alibaba continuou a investir firmemente em três pilares estratégicos, no consumo doméstico, na globalização e na computação em nuvem para estabelecer bases sólidas para a meta de crescimento sustentável da empresa no futuro", disse o CEO Daniel Zhang em uma declaração.

A computação em nuvem é uma área que tem atraído a atenção dos investidores e cresceu 33% em relação ao ano anterior para 20 bilhões de yuans (cerca de R_jobs(data.conteudo)nbsp;17,4 bilhões). O EBITDA (sigla para "earnings before interest, taxes, depreciation and amortization", em inglês) ajustado para o segmento foi de 396 milhões de yuans (cerca de R$ 345 milhões) contra uma perda de 567 milhões de yuans (cerca de R$ 494 milhões) no mesmo período do ano passado.

O EBITDA ajustado representa o lucro ou prejuízo líquido antes do resultado financeiro líquido, imposto de renda e contribuição social, depreciação e amortização, participações minoritárias e equivalência patrimonial de uma empresa.

Fonte: CNBC

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