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Terremotos no Japão deixam 73 mortos e continuam ao longo da semana

Por| Editado por Luciana Zaramela | 04 de Janeiro de 2024 às 13h03

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US Dept. of Defense/CPO Matthew Bradley
US Dept. of Defense/CPO Matthew Bradley

Na última segunda-feira (1), o Japão foi afetado por um terremoto de grande escala — 7,6 na escala Richter — em conjunto com tremores menores, causando emergências e pelo menos 73 mortes nas horas que se seguiram.

Até a última quarta-feira (3), foram mais de 400 sismos, com o mais forte sendo de magnitude 5 na escala Richter. Tsunamis de até 1,2 metro se seguiram, desabrigando habitantes e causando grandes danos à infraestrutura, apesar da preparação do país para desastres desse tipo. 

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Há centenas de terremotos no Japão todos os anos, que são decorrência da posição do país. Ele fica entre as placas tectônicas da Eurásia, Filipinas, Pacífico e América do Norte, e essa interação propicia vulcões, tremores e tsunamis. Nas últimas décadas, normas de construção rígidas foram implementadas para tornar as casas e prédios japoneses mais resistentes aos sismos, então a maioria deles não causa problemas.

Danos do terremoto japonês

Cientistas da Universidade de Kyoto informaram à AFP que o alto número de tremores secundários ocorre por conta das falhas geológicas submarinas. Em conjunto com os principais, esses sismos causaram ao menos 73 mortes e deixaram 300 pessoas feridas, além de desabrigar 33 mil outras, que foram realocadas para centros de evacuação. Segundo o governo japonês, os tremores devem continuar ao longo da semana, e há previsão de um terremoto de magnitude 7 para os próximos dias.

Na província de Ishikawa, região mais gravemente atingida, houve danos estruturais severos e incêndios subsequentes, principalmente nas cidades de Nanao, Suzu e Wajima. Na última quarta-feira (3), havia ao menos 140 pedidos de socorro para pessoas soterradas pelos escombros.

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O resgate dos habitantes é complicado pelas chuvas na região, sendo que há previsão para precipitações fortes nesta semana. Mais de 2 mil bombeiros e ao menos 700 policiais trabalham por todo o país no auxílio emergencial às vítimas.

Quando o tremor da segunda-feira (1) foi identificado, um alerta de tsunami foi transmitido para toda a área costeira de Noto, que poderia ser atingida por ondas de até 5 metros. Em algumas horas, nível de alerta diminui para 3 metros, e, na terça-feira (2), os avisos foram abolidos, com as ondas chegando a apenas 1,2 metro de altura, embora já tenha causado danos na costa. Com a continuidade dos tremores, o risco de tsunamis, no entanto, pode retornar.

Terremotos no Japão

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Um dos terremotos mais sérios do Japão ocorreu em 2011, de magnitude 9,0 na escala Richter. Na ocasião, um tsunami subsequente de 14 metros de altura colapsou três dos seis reatores da usina nuclear de Fukushima ao afetar a rede elétrica, causando o pior acidente nuclear desde Chernobyl, de 1986.

Além das ondas terem matado quase 18 mil pessoas, o perigo nuclear fez a região ser evacuada e trabalhos intensivos de limpeza serem necessários. Apesar de algumas panes elétricas, os sismos atuais não ofereceram perigo às usinas japonesas.

Fonte: BBC, Metrópoles, AFP via Metsul Meteorologia