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El Niño deve durar até abril de 2024, elevando ainda mais as temperaturas

Por| Editado por Luciana Zaramela | 08 de Novembro de 2023 às 14h59

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Lauren Dauphin/NASA/JPL-Caltech/ESA
Lauren Dauphin/NASA/JPL-Caltech/ESA

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou, nesta quarta-feira (8), que o fenômeno climático El Niño deve durar até o mês de abril de 2024. No entendimento dos especialistas da agência da ONU, o pico relacionado ao aumento das temperaturas é esperado apenas para o primeiro semestre do ano que vem.

Neste momento, o fenômeno El Niño já é um dos fatores relacionados com o aumento da temperatura global, que está 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais. Além disso, os níveis de gelo marinho na Antártida permanecem extremamente baixos.

Vale explicar que o El Niño é um fenômeno natural, registrado em intervalos de dois a sete anos. Ele é caracterizado pelo aumento contínuo na temperatura do Oceano Pacífico Equatorial, o que impacta diretamente a temperatura global. No Brasil, país banhado pelo Oceano Atlântico, é possível observar os seus impactos, por exemplo.

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El Ninõ, poluentes e muito calor

Como regra geral, os efeitos do El Niño são geralmente sentidos apenas no ano seguinte ao seu desenvolvimento, como explica Petteri Taalas, secretário-geral da OMM. A questão é que 2023 já caminha para se tornar o ano mais quente da história recente.

A explicação para essa anormalidade está no fato de que, neste ano, há a junção de um El Niño excepcionalmente forte com o alto nível de emissões de gás carbônico na atmosfera — que é parte do aquecimento global provocado pelo homem.

Olhando para a história recente, até então, 2016 tinha sido considerado o ano mais quente por conta dessa dobradinha entre El Niño e aquecimento global. O ponto é que, se nada for feito, a probabilidade é que 2024 “possa ser ainda mais quente”, já que o El Niño estará no seu ápice, sugere Taalas.

Temperatura cada vez mais quente

Para entender os marcos deste ano que deve se tornar o mais quente da história, o Brasil enfrentou um inverno bastante atípico, com algumas regiões registrando temperaturas máximas superiores a 40 ºC.

Em paralelo, o verão no Hemisfério Norte foi marcado por calor extremo. As elevadas temperaturas provocaram grandes incêndios florestais nos EUA, no Canadá e na Europa, retroalimentando ainda mais o ciclo de aquecimento e a emissão de carbono.

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Risco de eventos climáticos extremos

Com a junção do El Niño e das mudanças climáticas, Taalas explica que os eventos climáticos se tornarão cada vez mais comuns. Isso significa que a probabilidade de secas extremas, incêndios florestais, enchentes e ondas de calor devem se tornar mais recorrentes.

Neste cenário, o secretário-geral afirma que um dos principais focos da OMM no curto prazo é desenvolver iniciativas que gerem alertas e avisos sobre o risco de eventos climáticos extremos para todos. A ideia é que, com isso, vidas possam ser salvas e seja possível minimizar perdas econômicas.

Fonte: OMM