Como o 5G será usado no Brasil? Empresas mostram exemplos em teste "puro" da TIM

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 06 de Maio de 2021 às 20h20
Pixabay

A operadora de telefonia TIM montou uma estrutura em Brasília esta semana para demonstrar o uso do 5G “Puro” (ou Standalone) junto aos fornecedores Ericsson, Huawei, Nokia, Visiona, Samsung e Qualcomm. No espaço montado no Salão Negro da Câmara dos Deputados, a empresa mostra o potencial da nova rede com o hardware que será usado em sua estrutura definitiva.

O espaço, aberto até esta sexta-feira (7), foi inaugurado pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo ministro das comunicações Fábio Faria e pelos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, logo após a ativação de uma antena 5G em uma cerimônia ocorrida no Palácio do Planalto. Os testes têm o objetivo de mostrar os usos específicos permitidos pela quinta geração de internet móvel, em áreas que vão da agricultura até a saúde.

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A Ericsson realizou sua demonstração com o Smart CCTV Móvel, solução de segurança pública no qual um aparelho remoto em movimento transmite imagens de alta resolução em 360 graus para uma central. Segundo Vinicius Dalben, presidente da Ericsson para o Cone Sul, a velocidade do 5G permite qualidades de envio de vídeo que aumentam a segurança de agentes e ampliam a eficiência de operações.

Futebol, agropecuária inteligente, saúde e mais

No espaço ocupado pela Nokia,a empresa recriou um ambiente hospitalar para mostrar sua TeleUTI, desenvolvida em parceria com a Lifemed. A fabricante, que se uniu a nomes como o Senai-SP, a Universidade Federal de Campina Grande e a Hololab para a demonstração, exemplificou como o 5G pode ser usado para exibir dados de pacientes em tempo real de forma remota, bem como as possibilidades de operação de robôs autônomos em farmácias — incluindo conceitos como o da “internet tátil”, no qual um operador pode receber sensações à distância.

Imagem: Reprodução/Edilson Rodrigues/Agência Senado – Fotos Públicas

A Huawei trouxe ao espaço a antena 5G mais leve do mundo (que pode ser operada por uma única pessoa), demonstrações de um sistema de transmissões de futebol em realidade virtual e um produto de monitoramento inteligente para o setor agropecuário. Além de mostrar as possibilidades da rede, o diretor de relações governamentais da fabricante, Atílio Rulli, afirmou que a companhia se preocupa com questões como cibersegurança e até mesmo a contratação de funcionários.

Em parceria com a Bosch, a Qualcomm exibiu suas soluções de robôs industriais operados com ajuda da realidade virtual, além de apresentar dispositivos como carros conectados, produtos para redes alternativas mesh (ou de malha) e até mesmo dispositivos feitos para o consumidor final, como o smartphone Moto G100.

TIM defende o padrão Standalone

Ao site Convergência Digital, o diretor de tecnologia (CTiO) da TIM, Leonardo Capdeville, defendeu a decisão da Anatel pelo padrão mais atual da nova tecnologia no leilão que deve ser realizado na metade de 2021. “O que a gente quer mostrar é que existe um ecossistema que pode ser desenvolvido através do 5G que é transformacional em diversas áreas. São aplicações que demandam uma capacidade de transmissão muito maior, como imagem de alta resolução, por exemplo”, explicou o executivo.

Capdeville afirmou que o padrão 5G Standalone é mais barato e que a resistência que algumas empresas apresentam a ele é fruto de deficiências em suas redes. Segundo ele, a nova tecnologia é de 50 a 100 vezes mais rápidas que o 4G, reduzindo a latência média de 40 milissegundos para 1 a 5 milissegundos. “E isso pode ser a diferença entre um bisturi cortar mais do que devia”, exemplificou.

O 5G promete ser um verdadeiro divisor de águas para as tecnologias de transmissão em equipamentos móveis, afetando todo o mercado de dispositivos portáteis, TVs por assinatura e outros mercados. Embora a tecnologia ainda vá demorar a estrear oficialmente no Brasil, as possibilidades demonstradas até o momento prometem vários benefícios, muitos deles ainda não imaginados no momento.

Fonte: Tele.Síntese, Convergência Digital

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