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Google é acusada de pagar sites de notícias para usarem IA

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 28 de Fevereiro de 2024 às 15h53

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John Schnobrich/Unsplash
John Schnobrich/Unsplash
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O Google pode ter começado uma série de experimentos com uma ferramenta própria de IA generativa para que sites independentes a usem para escrever e publicar notícias. De acordo com um relato do site Adweek, a Gigante de Buscas estaria inclusive pagando valores na casa dos cinco dígitos durante os testes para as plataformas participantes. O Google nega a prática e diz em nota que não quer que a IA substitua jornalistas humanos.

Tudo estaria ocorrendo em uma pequena escala, mas exigindo que os editores realizassem publicações frequentes durante um ano, com cerca de três notícias diárias, uma newsletter por semana e uma campanha de marketing por mês — cada uma escrita com ajuda da inteligência artificial da Big Tech.

A ferramenta (conhecida como Genesis) trabalharia da seguinte maneira: pega uma série de conteúdos prontos de sites distintos e os coloca em um painel para que um editor humano faça as edições antes de publicar. Além de receber retorno financeiro com isso, as plataformas que fizessem as postagens entregariam ao Google feedback e análises sobre o desempenho da ferramenta.

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Ninguém ficaria sabendo

Ainda segundo o relato da Adweek, todos que participarem dos testes não precisariam marcar as postagens como “geradas por IA”, enquanto os veículos cujo conteúdo é agregado não seriam notificados de que o material estaria sendo usado para tal propósito.

O processo seria uma iniciativa do Google News Initiative (GNI), um programa da Gigante de Buscas que apoia projetos de alfabetização de mídia e fornece recursos para redações.

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Google afirma apoiar os jornalistas

Com as informações, é de se esperar que diferentes profissionais tivessem opiniões sobre o assunto. No entanto, o Google afirma que não tem intenção de substituir jornalistas e profissionais de comunicação.

“Esta especulação sobre a ferramenta ser usada para republicar trabalhos de outros meios de comunicação é imprecisa”, apontou um porta-voz do Google. “A ferramenta experimental foi concebida de forma responsável para ajudar pequenos editores locais a produzir jornalismo de alta qualidade utilizando conteúdo factual de fontes de dados públicos — como um gabinete de informação de um governo local ou uma autoridade de saúde. Estas ferramentas não se destinam a e não podem substituir o papel essencial que os jornalistas desempenham na reportagem, criação e verificação dos fatos dos seus artigos”, concluiu.

A corrida da inteligência artificial já marca presença no dia a dia de várias empresas, a Microsoft (Copilot), a OpenAI (ChatGPT) e o Google (Gemini). Não seria surpreendente se a IA generativa também chegasse logo nas redações.

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Fonte: Adweek