O que é e para quem é indicado a Serverless Computing

Por Stephanie Kohn | 08 de Agosto de 2018 às 15h33
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Você consegue imaginar um mundo sem servidores? Alguma empresas como a Amazon, IBM, Google e Microsoft, sim. Atualmente um assunto que voltou à tona dentro do mercado de arquitetura de software é o Serverless Computing (computação sem servidor), ou, a FaaS, a Função como Serviço. Serverless Computing é o tipo de computação em que os desenvolvedores não provisionam ou gerenciam os servidores nos quais os aplicativos são executados, e os aplicativos podem ganhar escala automaticamente. Isso significa que os desenvolvedores podem se concentrar na criação de excelentes produtos, que são o core de seus negócios, em vez de se preocuparem com o gerenciamento e a operação de servidores.

Em 2016 o termo deu um boom e muitos analistas chegaram a cotar 2017 como o ano do Serverless Computing, mas isso não aconteceu. Segundo Eduardo Horai, líder de arquitetura de soluções da AWS para a América Latina, a empresa tem visto nos últimos anos um aumento no interesse e na utilização de Serverless Computing por todas as indústrias, mas o grande alto ainda deve acontecer nos próximos 5 a 10 anos. No Brasil, alguns exemplos de empresa que apostam na tecnologia são o Nubank, SemParar e MaxMilhas, enquanto que mundialmente Netflix e Thomson Reuters também se apoiam na computação sem servidor.

“Acreditamos que a maior parte da computação será feita na nuvem nos próximos 5 a 10 anos e que ainda estamos no início dessa grande mudança. Podemos esperar, para o futuro, muita expansão geográfica, bem como grandes investimentos em novas tecnologias, como aprendizado de máquina, inteligência artificial, IoT. É por isso que o Amazon Aurora, que é o nosso banco de dados e o serviço que mais cresce na história da AWS, tem sido tão bem-sucedido, e o motivo pelo qual veremos cada vez mais computação sem servidor na nuvem com o AWS Lambda, que foi lançado em 2014 e foi pioneiro do movimento serverless”, comentou o líder em entrevista exclusiva ao Canaltech.

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Para o diretor dos arquitetos de solução da Red Hat, Boris Kuszka, apesar do nome ambicioso, a computação serverless não elimina de fato os servidores. A computação sem servidor é semelhante, em princípio, à computação de ponta, pois traz a funcionalidade típica do servidor para dispositivos locais e é uma extensão natural do conceito de nuvem. O termo serverless é, contudo, um nome impróprio em um sentido técnico.

“Quando se trata de gestão e redução de despesas, a computação sem servidor pode simplificar as operações e reduzir os custos relacionados ao servidor. Em termos simples, se você não está mantendo ou gerenciando sua própria infraestrutura para executar seu aplicativo, paga conforme seu uso (nunca por inatividade), obtém o nível exigido de alta disponibilidade, escalabilidade e tolerância a falhas automaticamente do fornecedor, então você está executando um aplicativo serverless”, explica.

Como qualquer outro serviço disponível na nuvem, a computação sem servidor pode beneficiar organizações de todos os tamanhos, em todos os setores, em todas as regiões geográficas. Apesar de todas as suas vantagens e benefícios, entretanto, ainda resta saber se a tecnologia está madura o suficiente para que o mercado possa aproveitar todo o seu potencial. Para quem se interessou em saber mais, quatro grandes companhias do setor oferecem FaaS: Amazon Web Services com o Lambda, Microsoft Azure com o Azure Functions, Google Cloud Platform com Cloud Functions e a IBM Bluemix com OpenWhisk.

Fonte: HeadMelted

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