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Intel Meteor Lake de 14ª geração pode ter ganhos de eficiência de 50%

Por| Editado por Wallace Moté | 06 de Fevereiro de 2023 às 13h00

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Um novo rumor afirma que a Intel estaria planejando atingir ganhos de mais de 50% de eficiência com os processadores Meteor Lake de 14ª geração, esperados para chegar ao mercado ainda neste ano. A conquista seria uma combinação de uma arquitetura de chiplets totalmente redesenhada e da nova litografia Intel 4, muito mais eficiente. Também são esperados ganhos massivos no desempenho gráfico da GPU integrada, que poderia dobrar o alcançado pelas atuais Iris Xe.

As informações chegam como cortesia do leaker Raichu, e indicam que a Intel pretende atingir mais de 50% maior eficiência energética com os chips Meteor Lake em comparação à atual 13ª geração Raptor Lake, quando ambos apresentam o mesmo nível de performance, adotando o mesmo número de núcleos na soma de P-Cores de alto desempenho e E-Cores de alta eficiência. Caso o objetivo seja atingido, a conquista marcaria um dos maiores avanços da gigante, e até mesmo de toda a indústria, em performance por Watt dos últimos anos.

Considerando as mudanças drásticas que a 14ª geração deve embarcar, a meta é plausível: além de trazer uma arquitetura completamente redesenhada, simbolizando a primeira família de processadores Intel para consumidores a utilizar chiplets, os componentes serão os primeiros a usar a inédita litografia Intel 4, da classe de 7 nm.

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Ao que se sabe, esse processo de fabricação ainda reaproveita algumas tecnologias do atual Intel 7 de 10 nm, mas é muito mais denso e eficiente, trazendo melhorias importantes. Vale lembrar que a Intel poderá optar por fornecer mais energia a essas CPUs, atingindo assim maior desempenho com um nível de consumo similar aos chips atuais, ou mesmo tentar buscar um equilíbrio entre as duas métricas — tudo deve depender da aplicação dos chips.

Ainda segundo Raichu, os gráficos integrados são outro elemento que poderia apresentar saltos gritantes de performance, ao possivelmente chegar a ganhos de 2 vezes em cima das atuais Iris Xe. Para isso, a Intel não apenas implementaria uma arquitetura nova mais poderosa — supostamente a Xe-LPG (Low Power Gaming), conforme apontam vazamentos —, como também aumentaria os clocks e a quantidade de Unidades de Execução (EUs), que passariam para mais de 2.000 MHz e 128 EUs (contra os atuais 1.500 MHz e 96 EUs), respectivamente.

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A Intel já garantiu que pretende oferecer avanços de peso nos gráficos integrados, que passaria a se chamar "tGPU", ou Tiled GPU. Segundo o chefe da divisão de gráficos e aceleradores da Intel, Raja Koduri, essa denominação será dada pois a tGPU "seria uma nova categoria de gráficos", sendo muito mais poderosa que uma iGPU, sem precisar das estruturas e consumo de uma GPU dedicada (dGPU).

O suposto salto seria grande o suficiente para fazer o time azul se posicionar de maneira mais competitiva com as Radeon 700M da AMD, baseadas na microarquitetura RDNA 3 das placas RX 7000 — vazamentos sugerem que, ainda que haja ganhos de performance, as soluções RDNA 3 integradas não seriam tão revolucionárias quanto as antecessoras Radeon 600M, baseadas na tecnologia RDNA 2 das placas RX 6000.

Intel Meteor Lake chega ainda em 2023

Durante a apresentação do balanço financeiro do último trimestre de 2022, realizada no último dia 26 de janeiro, a Intel reforçou o compromisso de lançar ainda no segundo semestre de 2023 a 14ª geração Meteor Lake. Ainda que não tenha trazido novidades técnicas sobre os processadores, a gigante destacou que o processo Intel 4 estava pronto para entrar em fase de produção em massa, enfatizando os ganhos de eficiência que a litografia proporcionará.

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Também durante o evento, a companhia garantiu que a Intel 3, sucessora da Intel 4 que renova as tecnologias implementadas no processo de fabricação e garante ganhos adicionais de performance, segue em pleno desenvolvimento e dentro do cronograma. A litografia é aguardada para atingir fase de produção em massa em 2024 e deve ser utilizada principalmente por outras empresas que fabricarão chips com a Intel Foundry Services (IFS), ainda que seja possível vermos algum design da própria Intel utilizando a solução.

Fonte: WCCFTech