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Intel Core i9 13900 ganha "review preliminar" e supera 12900 em até 2x

Por| Editado por Wallace Moté | 13 de Junho de 2022 às 13h21

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Divulgação/Intel
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Conhecida pelo benchmark de computação Sandra, a SiSoftware divulgou um "review preliminar" do Core i9 13900, topo de linha da próxima geração de processadores da Intel, de codinome Raptor Lake. O componente ainda é uma "Engineering Sample" (ES), o que significa que segue em testes e ainda não possui especificações finais, motivo pelo qual apresentou clocks de apenas 3,7 GHz. Dito isso, mesmo nessa situação, o componente apresentou desempenho promissor.

Intel Core i9 13900 supera 12900 em até 2x

A publicação não revelou a plataforma de testes utilizada, mas confirmou múltiplos aspectos do chip, enquanto reforçou algumas das características já divulgadas pela Intel. O Core i9 13900 vem embarcado com 24 núcleos e 32 threads, sendo 8 P-Cores de alto desempenho e 16 E-Cores de baixo consumo — o número de E-Cores é o dobro do atual flagship, o Core i9 12900KS.

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Outros aspectos importantes incluem a adoção da microarquitetura Raptor Cove nos P-Cores, a manutenção da microarquitetura Gracemont nos E-Cores, a adoção do processo Intel 7+ de 10 nm, uma versão otimizada do Intel 7 da geração anterior, bem como um aumento significativo no cache, que sobe para 32 MB em nível 2 (L2) e 36 MB em nível 3 (L3), totalizando 68 MB de "Gaming Cache" — aspecto de fato importante em games, como o Ryzen 7 5800X3D provou.

Por ainda ser uma ES, o Core i9 13900 estava operando a frequências bem abaixo dos mais de 5,5 GHz esperados para o modelo finalizado, de acordo com vazamentos, apresentando máximo de 3,7 GHz nos P-Cores e 2,76 GHz. Essas limitações se refletem no desempenho, que desta maneira deve ser ainda maior com o chip em seu estágio completo de produção.

Com isso em mente, o componente impressionou em testes aritméticos, com destaque para o Whetstone, realizado utilizando código nos formatos FP32 e FP64, em que o 13900 foi 50% e 100% superior ao Core i9 12900, respectivamente. Por extensão, a novidade superou o atual rival Ryzen 9 5900X com margens de vantagem semelhantes.

O cenário é menos animador nos testes de vetores com cargas de trabalho SIMD (em que uma mesma instrução é realizada em múltiplos núcleos), com vantagem de 4% a 6% sobre a 12ª geração. O Core i9 11900K se mostrou superior, por suportar instruções no formato AVX-512, otimizadas para esse tipo de tarefa e removidas dos chips Intel a partir dos atuais processadores Alder Lake.

Curiosamente, mesmo sem contar com AVX-512, o Ryzen 9 5900X mostra superioridade de mais de 40% em quase todos os testes. A solução da 13ª geração pode encarar uma situação ainda mais grave com a estreia da família Ryzen 7000, com núcleos Zen 4, que suportam instruções AVX-512.

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Vale destacar que o Sandra é focado em computação, e pode não refletir por completo o cenário real de uso, especialmente em games. O ideal é esperar pelo lançamento da família Raptor Lake, ou ao menos testes mais variados, para termos uma noção melhor dos avanços oferecidos pela 13ª geração. Fora tudo isso, é importante reforçar que o chip avaliado não é a versão final, cujos resultados devem ser superiores.

13ª geração Raptor Lake estreia no fim do ano

Com lançamento previsto para o último trimestre de 2022, a 13ª geração Intel Raptor Lake chega como um refinamento dos antecessores da linha Alder Lake, trazendo mudanças pontuais para entregar mais desempenho sem perder a compatibilidade com o soquete LGA1700 — usuários que já possuam um sistema da 12ª geração poderão fazer upgrade sem grandes dificuldades.

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Além de mais cache, novos P-Cores e maior contagem de E-Cores, os processadores devem embarcar suporte a memórias DDR4, compatibilidade de fábrica com RAM DDR5 a 5.600 MT/s (contra 4.800 MT/s da geração anterior), "capacidades aprimoradas" de overclocking ainda não especificadas pela Intel, e um misterioso módulo de IA para encaixe em slots M.2.

Fonte: SiSoftware, WCCFTech