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Quem é a Shiver Entertainment, estúdio comprado pela Nintendo?

Por| 21 de Maio de 2024 às 11h25

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Nintendo, Shiver Entertainmet
Nintendo, Shiver Entertainmet

Você pode nunca ter ouvido falar da Shiver Entertainment, mas o pequeno estúdio americano entrou no grande holofote da indústria de games após ter sido comprado pela Nintendo. O anúncio da aquisição foi feito nesta segunda-feira (20) e pegou muita gente de surpresa por ter vindo do mais absoluto nada.

Só que, apesar de o nome da Shiver não ser tão conhecido assim do grande público, seus jogos certamente o são. A empresa ficou conhecida por ser uma das principais parceiras da Big N e de outras produtoras na hora de fazer ports de games de PlayStation 5 e Xbox Series para o Switch.

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Dois títulos bem recentes de seu portfólio são justamente as versões de Switch de Hogwarts Legacy e Mortal Kombat 1, jogos exclusivos da nova geração e que foram adaptados para rodar no console híbrido da Nintendo. Antes disso, o estúdio foi o responsável por games da franquia Scribblenauts, como o divertido Showdown e a coletânea Mega Pack.

Por isso mesmo, a aquisição feita pela Nintendo despertou curiosidade, pois sugere alguns sinais para o futuro. Em tempos em que as especulações sobre o vindouro Switch 2 começam a pipocar de todos os cantos, o menor movimento pode revelar grandes caminhos.

Quem é a Shiver?

A própria Shiver Entertainment se apresenta como uma desenvolvedora pequena composta por uma equipe enxuta com foco tanto na criação de jogos próprios como em parceria com outros estúdios. 

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Antes de ser adquirida pela Nintendo, ela estava atrelada a outra empresa bastante conhecida dos jogadores — embora não por bons motivos. O estúdio com sede em Miami foi comprado em 2021 pela Embracer Group, o grande conglomerado que saiu adquirindo várias produtoras nos últimos anos e, mais recentemente, a vender propriedades e demitir equipes.

Foi durante esse período que passou a trabalhar mais com o port de jogos para o Switch do na produção de títulos originais. E os resultados são bem divisivos, como os fãs podem se lembrar.

No caso de Mortal Kombat 1, por exemplo, a versão do game de luta para o console da Nintendo foi muito criticada pela sua baixa qualidade, sendo repleto de bugs e adaptações gráficas terríveis. Não por acaso, o port acabou virando piada nas redes sociais na época.

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Ao mesmo tempo, o lançamento de Hogwarts Legacy para o Switch foi muito elogiado pelo modo como a Shiver conseguiu compactar um título tão grande dentro das limitações do hardware. Com mais tempo de desenvolvimento e sem a pressão de lançar o game junto com as outras plataformas, o jogo se tornou um exemplo de como o Switch era mesmo capaz de alguns pequenos milagres.

O que a Nintendo quer com a Shiver?

A grande pergunta, porém, é o plano da Nintendo com essa aquisição. Ao tornar a Shiver Entertainment uma de suas novas subsidiárias, a gigante japonesa parece estar de olho justamente na capacidade da empresa de otimizar jogos de outras plataformas para hardwares mais modestos, como o caso do Switch.

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Tanto que a própria Big N aponta para isso. No comunicado oficial sobre a compra, a empresa destacou que o objetivo é “garantir recursos de alto nível para desenvolver ports”, ainda que deixe claro que a intenção não é limitar a Shiver apenas a seus próprios sistemas. 

Assim, com a iminência do Switch 2, tudo indica para um movimento bastante estratégico. Os rumores apontam que, apesar do salto de qualidade em relação ao hardware atual, o novo console ainda deve ser inferior ao PS5 e ao Xbox Series e, portanto, contar com a expertise de um estúdio para fazer esses ports é fundamental para garantir que o novo videogame não seja apenas uma máquina de rodar Mario.