Dia Internacional do Gamer: 6 fatos que diferenciam o Brasil do mundo

Dia Internacional do Gamer: 6 fatos que diferenciam o Brasil do mundo

Por Felipe Goldenboy | Editado por Bruna Penilhas | 29 de Agosto de 2021 às 12h00
Florian Gagnepain/Unsplash

Atenção, gamers: é hora de comemorar! Neste domingo, dia 29 de agosto, é comemorado o Dia Internacional do Gamer. Não importa se você joga no console, no computador ou no celular; se você joga muitas horas ou apenas alguns minutinhos; e até mesmo se você joga no modo fácil ou no modo difícil. É uma data de celebração e de união de todos os gamers do mundo.

O dia internacional do gamer foi criado em 2008 por um grupo de revistas espanholas — a Hobby Consolas, a PlayMania e PC Mania —, que apenas decidiram oficializar uma data para comemorar; ou seja, não há uma explicação complexa, histórica ou sentimental por trás desse dia.

Entretanto, existem outras datas em paralelo: nos Estados Unidos, em 12 de setembro, é comemorado o Dia Nacional dos Videogames, mas a data também compete com o Dia dos Videogames, em 8 de julho. Aqui no Brasil, o dia mais lembrado é 29 de agosto, pois as empresas aproveitam para realizar ações comemorativas e oferecer descontos aos jogadores.

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Por isso, o Canaltech reuniu algumas informações curiosas sobre o hábito de jogar aqui no país. Confira:

6. Jogar no Brasil é caro (e exige muito trabalho)

Ok, isso não é novidade para ninguém. A nova geração (PlayStation 5, Xbox Series X e Xbox Series S) foi lançada por aqui beirando os R$ 5 mil, e alguns lançamentos ultrapassaram a marca de R$ 350 em suas versões base — quase um terço do salário mínimo, R$ 1.100 por mês.

O Canaltech levantou quantas horas um brasileiro precisa trabalhar para comprar um jogo, e comparou com os números de outros países. Resultado: precisamos, em média, trabalhar cinco dias para comprar um jogo a R$ 250, enquanto um estadunidense, um japonês e um europeu precisam trabalhar apenas dois. Confira todos os detalhes aqui.

5. Pirataria na consolidação dos videogames

Justamente pelo preço caro de se ter um console e um jogo, a pirataria foi um caminho para o avanço dos games no Brasil — afinal, quem não lembra das feirinhas e camelôs vendendo jogos de Playstation 1 e PlayStation 2 a R$ 10? Ou dos consoles desbloqueados? Há quem também tenha se aventurado pelos icônicos PolyStations — consoles ilegais chineses que tinham cara de PS1, mas alma de Nintendinho.

Mais antigamente, como as grandes empresas não estavam oficialmente no país, empresas brasileiras passaram a comercializar clones “brazucas”. Exemplos disso são o Phantom System, da Gradiente (clone do Nintendinho), o Master System, da Tectoy (clone do console da SEGA), e até mesmo o jogo Mônica no Castelo do Dragão (clone de Wonder Boy).

 Phantom System, clone do NES lançado em 1988 pela Gradiente (Foto: Reprodução/Gradiente)

Caso você queira entender melhor o assunto, recomendamos a série documental Paralelos, disponível no site da RedBull.

4. Mulheres são a maioria dos gamers

A Pesquisa Games Brasil, uma das mais reconhecidas do país, mostrou em 2021 que pessoas do gênero feminino são as que mais jogam no país. Segundo o levantamento, 51,5% do total de jogadores é composto por mulheres.

Além disso, a maioria dos gamers são adultos, com mais de 40% do total tendo entre 20 e 30 anos. Apenas 10% é menor de 19 anos — ou seja, aquele discurso charlatão de que jogos são coisa de criança é mentira.

A pesquisa ouviu mais de 12 mil pessoas em 26 estados, e foi realizada pelas empresas Blend New Research, ESPM, Go Gamers e Sioux Group.

3. Celular é a plataforma preferida do brasileiro

Outro discurso falso é o de que quem joga no celular não é gamer. Saiba que, ainda segundo a Pesquisa Games Brasil, 41,6% dos entrevistados afirmaram que o smartphone é a primeira opção para jogos. Os consoles vêm em segundo lugar, com 25,8%, seguido do computador, com 18,3%.

2. Free Fire é um fenômeno no Brasil, sobretudo nas periferias

O battle royale da Garena foi o game mais baixado no mundo em 2020, inclusive no Brasil. Por aqui, o game também foi o que registrou o maior número de jogadores mensais.

O sucesso tem alguns porquês: é um jogo gratuito, leve (ou seja, roda em quase todos os aparelhos) e possibilitou a ascensão social de muitos jogadores através dos eSports. Como descrito acima, o celular é a plataforma preferida dos brasileiros para jogos, e muito disso se deve pelo fato de que ter um celular é extremamente mais barato (e essencial) do que ter um console ou um PC parrudo.

Estúdio da Liga Brasileira de Free Fire, em São Paulo (Foto: Divulgação/Bruno Alvares/Garena)

1. Mercado de desenvolvimento de games em alta

Embora seja um mercado menor se comparado ao dos Estados Unidos, por exemplo, o cenário brasileiro de jogos produz vários títulos de excelente qualidade. Além disso, muitos desenvolvedores brasileiros são convidados a trabalhar em estúdios gringos.

Por aqui, a maioria dos estúdios são independentes — os queridinhos indies —, e podem ser encontrados em várias plataformas. Existe até um evento anual para celebrar, premiar e fomentar esse mercado: o BIG Festival. Neste ano, o escolhido como melhor jogo do Brasil foi Retro Machina, um RPG futurista de ação e exploração.

Em Retro Machina, jogador controla um pequeno robô que precisa desvendar mistérios de um mundo esquecido há muito tempo (Foto: Divulgação/Super.com)

A lista completa de finalistas na categoria Melhor jogo: Brasil no Big Festival foi:

  • Cartomante — Garoa Studios
  • Dandy Ace — Mad Mimic
  • Enso — Universidade Feevale
  • Fobia - St. Dinfna Hotel — Pulsatrix Studios
  • Hero Among Us — Fire Horse Studio
  • Kaze and the Wild Masks — PixelHive/SOEDESCO
  • Red Ronin — Wired Dreams Studio
  • Slash Quest — Orbit Studio
  • Truth and Tales — Explot

Você lembra de alguma outra peculiaridade do brasileiro no mundo dos videogames? Compartilhe conosco nos comentários. Feliz dia internacional do gamer para todos nós!

Fonte: G1History, TyC Sports

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