2020 Game: joguinho online revive 2020 da forma mais tragicômica possível

2020 Game: joguinho online revive 2020 da forma mais tragicômica possível

Por Nathan Vieira | 18 de Janeiro de 2021 às 22h00
Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech

Eis uma unanimidade: finalmente deixamos 2020 para trás, e não queremos reviver tão cedo a verdadeira enxurrada de catástrofes que aconteceu durante o ano. No entanto, um desenvolvedor chamado Max Garkavyy teve a ideia de justamente transformar as dificuldades desses 365 tensos dias em um divertido jogo.

Intitulado 2020 Game, o jogo começa num período em que tudo está muito bem, mais conhecido como 2019. Basicamente, o jogador utiliza as setas do teclado para movimentar o personagem, e a barra de espaço para pular. As fases são todas em sequência, com scroll horizontal e não leva mais do que alguns minutos. Você pode jogar online mesmo aqui, quantas vezes quiser, sem precisar fazer cadastro nem nada.

No entanto, a partir do momento em que se anda com o personagem até a Austrália, é chegado o ano de 2020. A frase "Sobreviva" aparece na tela, e uma série de acontecimentos infelizmente muito familiares começa a surgir. A primeira fase do jogo acontece justamente com o incêndio na Austrália. Para quem não se lembra, o fogo foi responsável pela morte de metade dos coalas da ilha Kangaroo e pela destruição das estruturas, além de rastros de fumaça pelas cidades do país.

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A primeira fase do 2020 Game se passa na Austrália, relembrando o incêndio que ocorreu no começo do ano em questão (Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

Nessa fase, a proposta é escapar do fogo que está consumindo toda a floresta e resgatar os animais que aparecem pelo caminho, como o coala. A etapa seguinte já é a grande vilã do ano de 2020: a COVID-19. Nesse momento, o jogo aproveita para relembrar a fase inicial da pandemia, em que muitas pessoas correram para os supermercados para estocar alimentos, itens de higiene, álcool em gel e muito, muito papel higiênico.

A dinâmica do jogo envolve colocar a máscara e desviar do coronavírus que se espalha pela tela. Nesse comecinho de pandemia, o jogador também precisa passar por uma pilha de papel higiênico, estocando. Conforme o personagem vai passando pelo cenário, é possível ver vários detalhes relacionados aos efeitos da pandemia, como o fechamento de estabelecimentos.

Na fase inicial da pandemia, o personagem precisa estocar alimentos e papel higiênico para ficar pronto para quarentena (Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

Uma vez que o personagem recolhe alimentos e papel higiênico, está pronto para ficar na quarentena. E a próxima etapa é tão simples e ao mesmo tempo tão árdua quanto a vida real: ficar preso em casa, de quarentena, até consumir simplesmente todo e qualquer conteúdo de lazer que houver dentro de casa. O isolamento social trouxe na época (e para falar a verdade, tem trazido até então) muita discussão referente a saúde mental e solidão.

Em seguida, o jogo faz uma referência a diversos momentos que só quem viveu o home office sabe: "Chamada do Zoom", "Você está no mudo", "Consegue ver a minha tela?", "Sua conexão está ruim" e "Desculpe pelo barulho de fundo" são algumas das mensagens que aparecem ao longo da nova fase.

Em determinada fase do jogo, o que resta é esperar o período de quarentena passar (Imagem: Captura de tela/Nathan Vieira/Canaltech)

O jogo conta até mesmo com um momento para dançar ao som da música Say so, de Doja Cat, que experimentou uma verdadeira ascensão no TikTok. Em determinado momento, 2020 Game ainda brinca com o fato de que conspiracionistas atribuíram o avanço da COVID-19 ao 5G. Na época, o argumento era de que a COVID-19 seria fruto de um ataque coordenado, oriundo de um experimento secreto em que, veja você, cientistas a serviço de governos antiamericanos desenvolveram-no como uma arma biológica ativada pelo 5G, em especial à conexão atuante na faixa de frequência de 60 GHz.

O joguinho também conta com uma fase só para inundações, e uma para as eleições dos EUA, com direito a um Trump e um Biden em miniatura disputando uma corrida ao fundo. A última fase do jogo faz referência à segunda onda de COVID-19, e dessa vez o personagem coleta um imunizante e pode arremessar seringas na direção do coronavírus, eliminando-o, o que só nos faz pensar na verdadeira corrida pelas vacinas que ocorreu ao longo do ano. O jogo termina com um 2021 caótico pela frente, com zumbis e até mesmo extraterrestres e monstros. Será que é o que vem por aí?

O game tem fim com a seguinte mensagem do criador: "Meu nome é Max e este é o primeiro jogo que fiz. Passei seis meses desenvolvendo, sozinho. Jogos são minha paixão e queria fazer isso em tempo integral. Se gostou do jogo, doe qualquer quantia para que eu continue vivendo da minha paixão".

Fonte: The Verge

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