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Sony havia mostrado telas do Apple Vision Pro há mais de um ano

Por| Editado por Wallace Moté | 16 de Junho de 2023 às 12h53

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(Imagem: Divulgação/Apple)
(Imagem: Divulgação/Apple)

Um dos principais diferenciais do Apple Vision Pro, as telas micro OLED já eram notícia há mais de um ano, antecipando o que estava por vir. A Sony, responsável pela fabricação desses painéis, detalhou em evento realizado em 2022 o funcionamento dos chamados "OLED Microdisplays", destacando as tecnologias engenhosas desenvolvidas para garantir as altíssimas resolução e qualidade de imagem contornando as limitações de processamento atuais para garantir uma boa experiência de uso.

Primeira grande aposta da Apple no segmento de Realidade Virtual e Estendida (VR e XR), o Vision Pro roubou a atenção não apenas pelo processamento poderoso, software polido, construção premium e dezenas de sensores embutidos, como também pelas telas, que se mostraram mais avançadas que a maioria dos visores disponíveis atualmente. Com resolução 4K em cada olho, totalizando mais de 23 milhões de pixels, as lentes utilizam painéis que a gigante de Cupertino chamou de micro OLED.

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Mesmo sendo realmente inovadoras, as telas micro OLED do Vision Pro não são exatamente novas — investigações descobriram que a própria Sony já havia mostrado a tecnologia durante o Sony Technology Day 2022, realizado em 15 de março do ano passado. No vídeo de apresentação, a companhia japonesa detalha melhor o funcionamento e os métodos usados para obter a alta resolução e evitar o mal-estar em usuários.

Como a Apple havia revelado, os "OLED Microdisplays" (como são chamados pela Sony) atingem 4K em cada olho, chegando a 8K com ambos, e apresentam uma quantidade de pontos por polegada (DPI) duas vezes maior que as telas OLED dos smartphones modernos, ao mesmo tempo em que são quase 20 vezes menores. Isso foi possível graças ao uso do conhecimento e dos processos de fabricação aplicados pela marca na produção de sensores CMOS para câmeras.

Outro obstáculo importante é a latência, o atraso na exibição das imagens. Normalmente, os visores levam cerca de 0,1 segundo para processar e mostrar as mudanças, mas é necessário atingir 0,01 segundo para impedir tonturas e enjoo. Para contornar isso, a Sony combina múltiplos dados de sensores com tecnologias de compensação de latência, que ajustam a imagem de acordo com a última posição e direção em que a cabeça do usuário estava.

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A companhia também cita a intenção de tornar os HMDs (Head-Mounted Displays, algo como Displays Fixados à Cabeça, em tradução livre), sugerindo que devemos ver versões futuras dos painéis ainda mais leves e compactas, aspectos que devem ser essenciais no desenvolvimento de óculos cada vez menores e, com sorte, mais baratos. Se os rumores do lançamento de uma versão acessível do Apple Vision Pro em 2025 são reais, é muito provável que esse futuro esteja mais próximo do que esperamos.

Fonte: Sony, via 9to5Mac