Nova explosão solar afeta sinais de rádio em grande parte do Atlântico

Nova explosão solar afeta sinais de rádio em grande parte do Atlântico

Por Wyllian Torres | Editado por Rafael Rigues | 11 de Maio de 2022 às 11h50
NASA/SDO/ESA

Uma intensa explosão solar aconteceu na manhã desta terça-feira (10) a partir de uma mancha solar “mista” que os cientistas têm monitorado por conta de seu aspecto magnético incomum. Classificada como categoria X, uma das mais poderosas, e intensidade 1.5, ela aconteceu em direção à Terra e produziu um breve apagão de rádio de ondas curtas, principalmente sobre o Oceano Atlântico.

Por volta das 10h55 (horário de Brasília) desta terça, a Solar Dynamics Observatory da NASA registrou a explosão a partir da mancha solar AR3006. A mancha estava apontada para a parte iluminada da Terra no momento da atividade e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA emitiu um alerta.

A intensa explosão aconteceu no hemisfério solar sul (Imagem: Reprodução/NASA/SDO/ESA)

Segundo o SpaceWeather, a mancha solar “está tendo uma crise de identidade”. É que o seu campo magnético tem polaridade invertida em relação a seu núcleo. Essa característica torna a mancha interessante e perigosa. Quando polaridades opostas se encontram, pode acontecer uma reconexão magnética — o gatilho para intensas explosões solares.

Portanto, os especialistas seguem monitorando a mancha AR3006 por conta de seu potencial em liberar uma ejeção de massa coronal (CME), uma grande explosão que lança material solar para longe do Sol. Quando uma ejeção dessas atinge o campo magnético da Terra, o resultado são as belas auroras observadas acima dos polos terrestres.

A explosão solar afetou os sinais de rádio de ondas curtas em grande parte do Atlântico (Imagem: Reprodução/NOAA/SWPC)

Nas últimas semanas, diversas explosões da mesma categoria foram observadas. A cada 11 anos, o Sol passa por um novo ciclo de atividades, marcado pelo aumento das manchas solares e, consequentemente, das tempestades. Espera-se que o atual ciclo alcance seu ponto máximo em 2025.

Além de produzirem as auroras, as CMEs podem afetar linhas de energia terrestres e satélites, por isso diversas missões acompanham a atividade solar, como a Parker Solar Probe que tempos em tempos se aproxima do Sol para estudar como sua atmosfera externa afeta as explosões solares e outros fenômenos.

Fonte: SpaceWeather, NOAA, Via Space.com

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