Nave chinesa Chang'e 5 já decolou da Lua para voltar à Terra com amostras

Nave chinesa Chang'e 5 já decolou da Lua para voltar à Terra com amostras

Por Daniele Cavalcante | 03 de Dezembro de 2020 às 16h30
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A Chang’e-5, missão chinesa que decolou no dia 24 de novembro e pousou na Lua no dia 2 de dezembro, já decolou de volta para a órbita lunar para trazer as amostras à Terra. De quebra, a sonda ainda hasteou a bandeira chinesa na superfície lunar — é a primeira vez que uma nação realiza este ato simbólico no século XXI com uma bandeira de tecido.

Para coletar as amostras, a nave usou seu braço robótico equipado com uma concha e uma broca capaz de perfurar o solo em até 2 metros de profundidade. O plano da missão previa que este processo levaria em torno de 48 horas, mas o equipamento acabou funcionando tão bem que as coisas ficaram prontas mais cedo do que o previsto.

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Se tudo sair conforme o planejado, a Chang'e-5 chegará na Mongólia Interior com amostras de uma região que fica próxima a uma área chamada Mons Rümker, que os cientistas calculam ter se formado há 1,2 bilhão de anos. Essa será provavelmente a amostra mais recente de regolito lunar já cavada e trazida aos laboratórios terrestres, o que poderá fornecer à ciência novas percepções sobre a evolução do sistema Terra-Lua.

Agora, o pequeno módulo de ascensão deve se encontrar e se acoplar ao módulo de serviço que ficou aguardando na órbita lunar. Se tudo der certo, eles voltarão juntos à Terra. Quando chegarem perto do planeta, a amostra será transferida para uma quarta espaçonave montada neste complexo modular — uma cápsula de reentrada, projetada para sobreviver aos efeitos devastadores da atmosfera terrestre sobre os objetos espaciais que passam por ela.

Quanto à bandeira, a China já havia enviado seu símbolo nacional em tamanhos menores nas missões Chang'e-3 e Chang'e 4, mas as naves carregavam a bandeira chinesa no revestimento da nave, ao invés de uma bandeira real. Dessa vez, o desenvolvimento da tecnologia e a experiência em pousar na Lua permitiu à equipe enviar um modelo real, de tecido, para brilhar na superfície do nosso satélite natural.

Como uma  bandeira comum não sobreviveria ao ambiente lunar por muito tempo, a equipe de pesquisa passou mais de um ano selecionando os materiais adequados para garantir que ela fosse resistente o suficiente para resistir ao frio e calor extremos "e assim permanecer para sempre", disse Cheng Chang, membro importante da equipe de desenvolvedores. A bandeira nacional, com 200 centímetros de largura e 90 centímetros de altura, representa tecnologia de ponta, anunciaram.

Fonte: Universe Today, Global Times

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