Missão chinesa Chang'e-4 completa 600 dias no lado afastado da Lua

Por Daniele Cavalcante | 01 de Setembro de 2020 às 18h00
CNSA/CLEP/Doug Ellison

A missão chinesa Chang'e 4, que investiga presencialmente o lado afastado da Lua, completou 21 dias lunares. Como cada dia por lá é equivalente a 29,5 dias na Terra, a missão já ultrapassou a marca dos 600 dias terrestres, excedendo (e muito!) sua vida útil, prevista para apenas três meses.

Além de ultrapassar sua estimativa de vida, o rover da missão, chamado Yutu-2, agora é o veículo lunar robótico que trabalhou por mais tempo na Lua. Ele foi lançado em 7 de dezembro de 2018, entrou em órbita lunar em dezembro de 2018 e pousou no lado oposto da Lua em janeiro de 2019.

Módulo estacionário da Chang'e 4 (Imagem: Reprodução/CLEP /CNSA)

Na última quarta-feira (26), o Yutu-2 e o lander da missão Chang'e 4 concluíram suas atividades e entraram no modo de hibernação. É que os equipamentos são desligados durante todas as noites lunares, já que não há luz solar para alimentar as células de energia e as temperaturas podem cair para cerca de -190 ºC.

Foi um dia antes de cair a última noite solar, ou seja, na terça-feira (25), que a a Chang'e-4 completou os 600 dias terrestres funcionando na Lua. Além disso, o rover chegou, no mesmo dia, à marca dos 519,29 metros percorridos durante sua exploração.

A Administração Espacial Nacional da China (CNSA) costuma comemorar marcos como este. Por exemplo, em janeiro deste ano, a missão Chang'e-4 completou um ano após o pouso no lado afastado da Lua e, para celebrar, a agência espacial chinesa liberou ao público uma série de dados e imagens até então inéditas.

Entre as contribuições desta missão para a comunidade científica, destacam-se algumas descobertas sobre a composição do subsolo no lado afastado da Lua e indícios que fortalecem uma teoria antiga sobre cratera Von Kármán.

Fonte: Moon Daily

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