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Missão ESCAPADE será lançada pela Blue Origin rumo a Marte em 2024

Por| Editado por Patricia Gnipper | 14 de Fevereiro de 2023 às 17h45

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Rocket Lab USA/UC Berkeley
Rocket Lab USA/UC Berkeley
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A NASA escolheu a Blue Origin para lançar a missão ESCAPADE rumo a Marte, no final de 2024. O objetivo é levar duas pequenas espaçonaves “gêmeas” que orbitarão o planeta para estudar sua magnetosfera.

Por meio do programa Venture-Class Acquisition of Dedicated and Rideshare (VADR) da NASA, a missão Escape and Plasma Acceleration and Dynamics Explorers (ESCAPADE) será lançada por um foguete New Glenn a partir do Complexo de Lançamento Espacial-36, em Cabo Canaveral, na Flórida.

Em 2022, o programa assinou contratos de prestação de serviços válidos por cinco anos com 13 empresas, envolvendo um valor total máximo de US$ 300 milhões. Entre os serviços, estão lançamentos de cargas úteis como pequenos satélites e missões mais robustas.

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Sobre a missão ESCAPADE

A missão será realizada por um par de satélites idênticos com o tamanho de uma geladeira pequena, projetados para monitorar o clima espacial ao redor de Marte. Três instrumentos a bordo de cada satélite observarão a atmosfera do Planeta Vermelho para verificar como o vento solar o afeta.

Essas naves passarão 11 meses no espaço antes de entrarem em uma órbita elíptica em torno de Marte, na qual descerão gradualmente durante mais seis meses, até atingirem a aproximação máxima de 160 km de distância da superfície marciana. Completada essa etapa, a ESCAPADE estudará como a magnetosfera de Marte interage com o vento solar — as partículas carregadas enviadas pelo Sol em direção aos planetas do Sistema Solar. A proteção magnética é a responsável por desviar parte dessa “chuva” de partículas” para longe do planeta em questão.

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Os pesquisadores optaram por usar duas espaçonaves porque, assim, eles poderão coletar simultaneamente dados científicos de dois pontos diferentes da órbita do Planeta Vermelho. Isso resultará na primeira imagem “estéreo” do ambiente caótico ao redor do planeta.

Cada uma das naves usará três instrumentos: um magnetômetro, um analisador eletrostático e uma sonda Langmuir. Eles medirão os campos magnéticos de Marte, os íons e elétrons do vento solar e o fluxo solar ultravioleta extremo emitido pelo Sol.

Desse modo, os cientistas da missão terão informações não apenas do campo magnético marciano, como também do fluxo de partículas solares ao redor do planeta. Além disso, saberão como a energia é transportada através da magnetosfera e quais processos controlam o fluxo de energia e matéria para dentro e para fora da atmosfera.

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Para isso, a tecnologia desenvolvida pela Rocket Lab — empresa selecionada pelo programa Small Innovative Missions for Planetary Exploration, da NASA — será de baixo custo e tolerância para riscos um pouco acima do que as agências espaciais estavam acostumadas a aceitar no passado.

Em troca dos riscos tolerados, a Rocket Lab reduziu os custos — que poderiam chegar à casa dos 800 milhões de dólares — para cerca de US$ 80 milhões. Os dois satélites, chamados Blue e Gold, passaram por revisões preliminares e estão programados para lançamento em 2024.

Os cientistas esperam que, ao desvendar o clima espacial ao redor de Marte, possam aprender mais sobre a magnetosfera da Terra e de outros planetas do Sistema Solar — e além.

Fonte: NASA