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Novas tempestades solares devem chegar no domingo (12)

Por| Editado por Luciana Zaramela | 12 de Maio de 2024 às 16h59

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NASA/SDO/AIA
NASA/SDO/AIA

Após produzir auroras boreais e austrais em várias regiões do globo, o Sol emitiu mais uma grande erupção. A mancha solar gigante AR3664 entrou mais uma vez em atividade e sofreu na sexta (11) uma explosão de classe X5.8, uma das mais fortes dos últimos anos. A ejeção de massa coronal (CME) resultante deve causar outra tempestade intensa domingo (12).

Na sexta-feira (10), a Terra foi atingida por um grande fluxo de partículas carregadas do Sol, provocando uma tempestade geomagnética intensa. A princípio, os especialistas do clima espacial classificaram como um evento de classe G4 (severo), mas o fenômeno escalou para G5 (extremo).

Isso foi causado pela série de explosões na mancha solar AR3664 durante a última semana. Algumas dessas erupções atingiram a classificação X, a mais poderosa. A classe X é subdividida por números — uma explosão X1 é mais fraca que explosões X2, e assim por diante.

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Explosões de classe X só acontecem quando o Sol se aproxima do máximo de atividade magnética, e é isso o que estamos testemunhando. Durante a semana, a mancha AR3664 apresentou eventos de classe X1.0 e X2.2, por exemplo.

Ainda na sexta-feira e durante a madrugada de sábado, houve uma erupção X3.9 e X5.8 (vídeo acima), respectivamente. Esta última é uma das maiores do ciclo atual, ficando atrás do evento de classe X6.3, que ocorreu em fevereiro.

Com essa intensidade, a explosão criou uma CME, ou seja, "arrancou" uma parte do plasma da atmosfera superior da estrela (vídeo abaixo). Esse plasma veio em direção à Terra em alta velocidade e deve colidir com o campo magnético do planeta em breve.

O campo magnético é um escudo protetor contra as partículas aceleradas das CMEs, mas as mais intensas podem penetrar e interagir e ionizar nossa atmosfera. Esse fenômeno é comum e acontece desde os primórdios do Sistema Solar.

Ejeções de massa coronal

À medida que se aproxima do máximo solar (pico de atividade magnética dentro dos ciclos de 11 anos), nossa estrela emite erupções cada vez mais intensas de suas manchas solares.

Essas explosões ocorrem nas camadas inferiores da atmosfera do Sol e às vezes produzem as ejeções de massa coronal (CME) — grandes nuvens de plasma da coroa solar expelidas em altíssima velocidade em direção ao espaço.

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No entanto, nem todas as CMEs são causadas por erupções de manchas solares — há outros fenômenos complexos e ainda não muito bem compreendidos que podem desencadear essas ejeções coronais.

O oposto também é válido: nem todas as erupções causam CMEs. Além disso, a intensidade da erupção (seja X1, X5 ou superior) não necessariamente reflete no poder de uma eventual tempestade geomagnética. Vide a erupção de fevereiro, a maior dos últimos anos, que não resultou em tempestades G5, como a deste fim de semana.

Por fim, uma erupção solar pode causar efeitos na Terra (como blecautes em transmissões de rádio) em apenas 8 minutos, enquanto as tempestades geomagnéticas ocorrem apenas alguns dias após uma CME ser enviada em nossa direção.