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Tempestade solar chega ao nível extremo pela primeira vez em 21 anos

Por| Editado por Luciana Zaramela | 11 de Maio de 2024 às 13h39

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ESA/NASA/Solar Orbiter/EUI
ESA/NASA/Solar Orbiter/EUI

A gigantesca tempestade solar que resultou na aparição de auroras em diversos pontos do planeta se revelou ainda maior. A agência americana Spaceweather elevou a classificação do fenômeno para extremo (G5), a categoria máxima dentro da escala de medição.

Segundo o órgão, as erupções localizadas na mancha solar gigante AR3664 atingiram a classe máxima em dois momentos nas últimas 24 horas. A primeira delas aconteceu por volta das 19h54 (horário de Brasília) de sexta-feira (10) e, a mais recente, por volta das 8h28 deste sábado.

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O efeito mais notório na Terra das tempestades geomagnéticas foi a aparição de auroras. Diversos países da Europa e até da América do Sul puderam observar o fenômeno, incluindo em áreas até pouco comuns. As luzes decorrentes do contato das partículas solares com a nossa atmosfera foram registradas na Patagônia chilena e no extremo sul da Argentina, com as raríssimas auroras austrais.

Essa é a primeira vez em 21 anos desde que o sol apresentou erupções tão potentes de classe G5. A última vez que o nível extremo foi alcançado havia sido em outubro de 2003, quando as partículas emitidas por essas explosões atingiram a Terra e resultaram alguns transtornos. Na época, houve falta de energia elétrica na Suécia e problemas de fornecimento na África do Sul.

Por isso mesmo, a Spaceweather destaca para possíveis transtornos, principalmente na comunicação dependente de satélites, como é o caso de GPSs. Além disso, sinais HF/VHF/UHF — os mesmos usados em algumas antenas de TV — também podem apresentar problemas.

Fonte: Spaceweather