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Sol dispara explosões intensas múltiplas em um único dia

Por| Editado por Luciana Zaramela | 08 de Maio de 2024 às 19h33

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NASA/SDO, AIA, EVE, HMI science teams
NASA/SDO, AIA, EVE, HMI science teams

A atividade solar aumentou e as explosões se tornaram difíceis de acompanhar. Desde o dia 3 de maio, a região ativa AR3663, sozinha, disparou cinco erupções de classe X (forte) e mais de 20 de categoria M (média). No que isso implica para a Terra?

Atividade solar atual

No momento, existem duas grandes regiões ativas — AR3663 e AR3664 —, com seus respectivos grupos de manchas solares. A primeira delas já é a mais ativa deste ciclo, que teve início em 2019, com várias erupções da classe X em seu currículo.

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Enquanto isso, a AR3664 mais que dobrou de tamanho em apenas 48 horas, tornando-se também uma das maiores do ciclo. Repare como a sonda Solar Dynamics Orbiter parece balancer durante uma erupção X1.0 que aconteceu nesta mancha, no final do vídeo abaixo.

Também foram registradas ejeções de massa coronal, isto é, nuvens gigantes de plasma expelidos da atomsfera superior do Sol em direção ao espaço. Quando uma delas atinge a Terra, ocorre uma tempestade geomagnética, causando auroras boreais.

Erupções solares

Entre as explosões mais fortes relatadas nas últimas 24 horas, houve duas de classe X1.0 (a mais fraca da categoria “forte”), com picos às 22:41h (7 de maio) e 02:09h (8 de maio). Mais tarde, por volta das 18h do dia 8, iniciou-se outra explosão X1.0, que ainda não terminou até o momento de redação desta matéria (vídeo acima).

Durante as erupções, ambas as regiões AR3663 e AR3664 tinham a configuração magnética beta-gama-delta. Isso significa que têm altas probabilidades de emitir erupções intensas a qualquer momento. 

No mesmo período, elas também produziram diversas explosões de classe M, incluindo:

  • Explosão de classe M7.1 com pico às 03:53h
  • Explosão de classe M8.6 com pico às 09:04h
  • Explosão de classe M7.9 com pico às 14:53h
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As outras regiões ativas atualmente presentes no Sol permaneceram inativas e estáveis.

Ejeções de massa coronal

Alguns desses eventos resultaram em ejeções de massa coronal (CME), com chances de atingir a Terra e causar tempestades geomagnéticas de classe G2 (média) ou G3 (forte).

Essa CME foi lançada ao espaço nesta quarta-feira (8) pelas explosões da mancha AR3664, e deve chegar à Terra em 11 de maio. A tempestade geomagnética deve ser G2, mas pode escalar para G3 se uma segunda CME vier logo atrás, mas não há certeza sobre isso.

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As tempestades solares são naturais e ocorrem mais ou menos na metade de cada ciclo de 11 anos, e normalmente não oferecem riscos. Contudo, se uma tempestade solar vier com a mesma intensidade daquela que causou o Evento de Carrington, podemos esperar efeitos catastróficos.

Fenômenos como este geram correntes induzidas, que fluem através dos componentes ligados às redes elétricas, como transformadores. Isso tem o potencial de causar danos internos aos componentes de satélites em órbita, por exemplo, e falhas elétricas em larga escala.

Por enquanto, não houve nenhuma erupção solar capaz de produzir uma CME tão poderosa quanto a do Evento de Carrington, mas astrônomos do mundo inteiro monitoram a atividade solar para evitar que uma eventual tempestade perigosa nos pegue de surpresa.

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Embora a mancha AR3664 seja 15 vezes o tamanho da Terra e quase do mesmo tamanho da mancha que causou o Evento de Carrington, ela não deve produzir CMEs mais poderosas que as já registradas até o momento durante o ciclo atual.

Aliás, a AR3664 é tão grande que pode ser visível a olho nu (com óculos apropriados para observação de eclipses solares), ou seja, sem nenhuma ampliação.

Fonte: Spacewheather.com, Royal Observatory of Belgium