Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (14/11 a 20/11/2020)

Por Daniele Cavalcante | 21 de Novembro de 2020 às 11h00
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E vamos de mais uma compilação de imagens selecionadas pela NASA ao longo da semana. Como de costume, o cardápio cósmico está bem variado, com galáxias, aglomerados e fenômenos celestes visualizados aqui, na Terra. Dessa vez, não temos uma nebulosa, que costuma sempre aparecer, mas ficamos encantados com um fenômeno celeste bem parecido com uma aurora polar, descoberto recentemente.

Sem mais enrolação, vamos às imagens da semana!

Sábado (14/11) — Brilho de Da Vinci, Vênus e Mercúrio

(Imagem: Reprodução/Kevin Saragozza)

Esta fotografia que transmite muita serenidade aproveita o momento em que a Lua minguante ainda descia rumo ao horizonte, enquanto o céu ficava mais claro antes do amanhecer. Sempre acompanhando o Sol, os planetas Vênus (no topo) e Mercúrio (bem mais abaixo) se encontraram com a Lua na aurora.

Também no cenário tranquilo, está a estrela Spica, à direita da formação planetária. Ela é uma das 20 estrelas mais brilhantes do céu noturno. Embora seja uma Lua minguante, podemos ver todo o disco lunar iluminado de uma cor acinzentada, logo acima do traço brilhante.

Esse curioso efeito na Lua se chama “Earthshine” (que seria algo como "Brilho Terrestre", em tradução livre), e a NASA o descreve como um "brilho assustadoramente bonito". Ocorre graças à luz do Sol que chega às nuvens e nebulosidade aqui da Terra, e é refletida na Lua. Este fenômeno também é conhecido como “Brilho de Da Vinci”.

Domingo (15/11) — Disco fininho, fininho

(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/The Hubble Heritage Team/STScI/AURA)

Por sorte, esta galáxia está posicionada de maneira que nós podemos vê-la de lado. Muitas galáxias são finas se observadas nessa perspectivas, e circulares se olharmos “por cima” ou “por baixo”. A maioria das galáxias fica de modo que enxergamos seus braços espirais, mas no caso da NGC 5866, classificada como uma galáxia lenticular, estamos olhando de ladinho.

Ela tem várias faixas de poeira aparecendo e bloqueando parte da luz das estrelas, mas ainda podemos ver o brilho azul, típico de estrelas quentes e jovens. Já a protuberância no centro do disco, o bojo, parece ter uma coloração mais laranja de estrelas mais velhas e vermelhas, que tipicamente existe nessas regiões das galáxias.

Segunda-feira (16/11) — Céu raro nas ilhas gregas

(Imagem: Reprodução/Tomáš Slovinský)

Esta belíssima imagem é um retrato da ilha grega de Creta, e este céu espetacularmente raro nos brinda com estrelas icônicas como Polaris, Vega e Antares, o cometa NEOWISE no canto esquerdo, a faixa central da Via Láctea no centro e alguns planetas à direita.

A faixa da Via Láctea é sempre um espetáculo quando capturada por uma exposição mais prolongada, ou por uma composição de várias exposições. Aqui, ela assume sua forma de ponte feita de estrelas e poeira, toda pontilhada de nuvens de várias tonalidades de cores.

Já os planetas, você pode encontrá-los abaixo da ponte galáctica — Júpiter é o ponto branco mais brilhante do céu, enquanto Saturno está logo abaixo, para a esquerda.

Terça-feira (17/11) — STEVE

(Imagem: Reprodução/NASA/Krista Trinder)

Embora se pareçam com as famosas auroras polares, essas longas faixas púrpuras e brilhantes no céu são conhecidas como Strong Thermal Emission Velocity Enhancements (STEVEs). E ao contráraio das auroras, ninguém tem muita certeza de como as STEVEs são formadas.

Pesquisas recentes tentam entender esse fenômeno, e destacam algumas diferenças entre elas e as auroras. Uma delas é o comprimento — muito maiores que as faixas das autoras — e as cores de uma STEVE. Quando analisadas com precisão, essas características parecem estar relacionadas a um desvio de íons subaurorais, também conhecido como jato de polarização.

Quando foi fotografado pela primeira vez, acabou recebendo o nome de "Steve", em referência à animação Os Sem-Floresta (2006), em que os personagens usam esse nome para falar de uma criatura que nunca tinham visto antes.

Quarta-feira (18/11) — Irmãos gêmeos?

(Imagem: Reprodução/Greg Polanski)

Existem dois aglomerados de estrelas nesta imagem, catalogados como NGC 869 e NGC 884, também conhecidos como "h e chi Persei". Este aglomerado duplo está localizado a mais de 7 mil anos-luz de distância da Terra, mas é brilhante o suficiente para ser visto a olho nu, se você estiver em um local bem escuro.

Astrônomos cogitam que embora estejam separados, os dois aglomerados já foram parte de uma mesma estrutura ou região de formação estelar. Isso porque estão bem perto um do outro, com apenas algumas centenas de anos-luz separando-os, e suas idades também são semelhantes.

Quinta-feira (19/11) — O rastro do Falcão

(Imagem: Reprodução/Jen Scott)

Não, não é nenhum fenômeno celeste estranho. Essa faixa laranja no céu é apenas o rastro do foguete Falcon 9, da SpaceX, que decolou do início da noite de domingo para enviar uma nova tripulação de astronautas à Estação Espacial Internacional. Esta foi o primeiro lançamento operacional tripulado da SpaceX — a missão de maio foi uma demonstração de teste.

Esta imagem é o resultado de uma exposição de 3 minutos e 20 segundos, resultando na linha que marca a trajetória do lançamento rumo à baixa órbita terrestre. A cápsula Crew-1 acoplou com sucesso no laboratório orbital no dia seguinte, permitindo que os astronautas entrem na ISS, onde permanecerão por seis meses.

Sexta-feira (20/11) — Mapa de Marte

(Imagem: Reprodução/F. Colas/J.L. Dauvergne/G. Dovillaire/T. Legault/G. Blanchard/B. Gaillard/D. Baratoux/A, Klotz/S2P/IMCCE/OMP/Imagine Optic)

Ainda não existe um Google Maps para andar virtualmente por Marte, mas há alguns mapas globais. Este deve ser o melhor deles feito com um telescópio instalado na Terra. Os dados foram capturados por uma equipe durante seis noites, no observatório localizado no topo da montanha Pic du Midi, entre 8 de outubro e 1º de novembro.

Este foi um ótimo período para fazer este trabalho, pois Marte ainda estava bem perto da Terra — o planeta vizinho esteve na posição mais próxima da Terra dos últimos 15 anos. Após cerca de 30 horas de processamento, os dados foram combinados para produzir esta visão da superfície marciana. É bastante nítido e podemos identificar vários locais famosos do Planeta Vermelho.

Se você ainda não conhece a geografia marciana e quiser conferir os nomes dos principais locais, veja o mapa de Marte com as devidas indicações.

Fonte: APOD

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