10 filmes de Tom Hanks que você precisa assistir

Por Beatriz Vaccari | Editado por Jones Oliveira | 12 de Julho de 2021 às 15h00
TriStar, Buena Vista, 20th Century Fox

Tom Hanks estreou no cinema com o longa-metragem Trilha de Corpos, em 1980, num papel coadjuvante numa trama de terror, mas não demorou muito para seu nome acabar ocupando o lugar principal de diversos elencos. Já em 1984, por exemplo, ele assumiu o protagonismo da comédia romântica Splash, Uma Sereia em Minha Vida, e, dali em diante, despontou como uma das grandes estrelas de Hollywood.

Com mais de 90 créditos em sua filmografia, é impossível listar apenas um trabalho em que o ator entregou uma performance digna de boas críticas. Tom Hanks foi o segundo ator na história do Oscar a levar o prêmio durante dois anos consecutivos, em 1994 e 1995, por Filadélfia e Forrest Gump, respectivamente. Seu nome chegou a estar presente na lista de indicados mais quatro vezes depois dessas vitórias por seu trabalho em Quero Ser Grande, O Resgate do Soldado Ryan, Náufrago e Um Lindo Dia Na Vizinhança.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Selecionar seus papéis mais populares, desde Forrest Gump ao Professor Robert Langdon a Mr. Rogers é fácil, mas o Canaltech topou o desafio de listar 10 filmes que não são tão conhecidos em sua filmografia, mas que merecem o play. Desde o gênero de comédia, em que iniciou sua carreira, ao drama, gênero que lhe concedeu prêmios, Tom Hanks possui um vasto portfólio com personagens diversos a serem explorados.

10. Joe Contra o Vulcão

Num filme produzido por ninguém menos que Steven Spielberg, Tom Hanks interpreta o protagonista Joe Banks, um rapaz que leva uma vida entediante, tão cinza quanto o local em que trabalha. Um belo dia, ele descobre que possui uma condição cerebral que o matará em alguns dias, e é com essa informação que ele decide aproveitar de fato sua vida: inclusive aceita a ideia absurda de uma viagem luxuosa com tudo pago, apenas para pular dentro de um vulcão — já que ele não possui mais nada a perder.

O interessante em Joe Contra o Vulcão é justamente a ironia e deboche em que o diretor John Patrick Shanley satiriza a mesmice que muitos de nós nos deixamos cair pelo tédio rotineiro. O filme não possui intenção alguma de ter efeitos visuais realistas, visto que sua intenção aqui é justamente colocar o dedo na ferida. Mesmo com um quê cômico e satírico, ainda há cenas de muita emoção, como quando Joe vê pela primeira vez a lua tão perto de si e começa a gritar o quanto ama sua própria vida. Além disso, esse é o primeiro de quatro filmes que Tom Hanks formou um par romântico com Meg Ryan, casal que estampou as romcoms da década de 1990.

Joe Contra o Vulcão está disponível na HBO Max.

9. O Terminal

O Terminal é um filme que pode se destacar quando se olha para a filmografia de Tom Hanks, mas acaba sendo um dos menos conhecidos de Steven Spielberg. Aqui temos o terceiro longa que uniu o diretor e o ator, antecipados por O Resgate do Soldado Ryan e Prenda-me Se For Capaz. Além de diversos outros projetos da dupla, como a trilogia de minisséries de guerra Band Of Brothers, Hanks e Spielberg possuem uma amizade de longa data que gerou bons resultados.

Na história, Hanks é um turista chamado Viktor Navorski. Preso em um aeroporto de Nova York por conta de um golpe de estado que seu país sofreu enquanto ele estava voando, o homem se vê obrigado a fixar residência temporária no local. Apesar da longa duração, O Terminal é de fácil entretenimento pela dedicação carinhosa e romântica do ator ao personagem estrangeiro, que não sabe falar uma palavra sequer em inglês. O desfecho é de aquecer o coração.

O Terminal está disponível no Paramount+.

8. Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Apesar de ter um roteiro esburacado, Walt nos Bastidores de Mary Poppins é um filme que pode ser uma verdadeira aula se assistido com um olhar mais crítico. Isso porque é curioso entender o contexto em que a história se passa: 1961, quando a escritora P. L. Travers, endividada, respondeu um "talvez" às investidas de Walt Disney para adaptar a obra de Mary Poppins para os cinemas, muito devido ao tom musical e cômico que Disney queria dar para sua história. Emma Thompson é quem dá vida à autora cuja história acabou rendendo para os estúdios cinco Oscars e a tão desejada indicação na categoria de Melhor Filme que o magnata da animação lutara por tantos anos.

Hanks é um show à parte como Walt Disney, dando vida a uma figura tão adorada por crianças, mesmo numa ocasião que mostra o quanto os interesses capitalistas podem ser exploratórios. Thompson também está irreconhecível como Travers e, mesmo que os bastidores do longa-metragem de sucesso dos estúdios não sejam tão mágicos, a experiência está longe de ser estragada para quem tem Mary Poppins como o filme preferido da Disney.

Walt nos Bastidores de Mary Poppins está disponível no Disney+.

7. A Última Festa de Solteiro

Foi pouco depois de Splash, Uma Sereia em Minha Vida que Tom Hanks resolveu se arriscar na comédia besteirol — e acabou dando muito certo. Antes mesmo de viver Chuck Noland numa ilha deserta ou Forrest Gump lutando no Vietnã, Hanks deu vida a Rick Gasko, um mero motorista de ônibus escolares que estava prestes a se casar quando seus melhores amigos decidiram organizar uma festa de despedida de solteiro para ele.

Em tiradas cômicas com timing perfeito, cenas bizarras, ocasiões absurdas e uma dança que acabaria marcando sua carreira, Tom Hanks mostra em A Última Festa de Solteiro que mesmo por trás de tantas estatuetas por papéis dramáticos, parte de sua vida foi dedicada ao cinema de comédia e rendeu momentos de tirar boas risadas do público.

6. Uma Equipe Muito Especial

Conhecido por sempre dar vida ao mocinho da história, Tom Hanks vive, em Uma Equipe Muito Especial, o ex-astro do beisebol e treinador Jimmy Dugan, que tem sérios problemas com bebidas alcoólicas e pessoas autoritárias. Ao seu lado, no elenco, está Geena Davis e Madonna, numa trama que segue um time feminino fundado durante a Segunda Guerra Mundial para manter a moral da torcida, já que os homens estavam no combate.

É aqui que Hanks proferiu a icônica fala "Are you crying? There's no crying in Baseball!" e mostrou que embora seu personagem não seja 100% o vilão da história, ainda há certa versatilidade para viver um homem rabugento e amargurado. A trama é divertida e com um desfecho alegre, apropriada para assistir e esfriar a cabeça.

Uma Equipe Muito Especial está disponível no Clarovideo.

5. Matadores de Velhinhas

Falando em comédia e em antagonistas, em Matador de Velhinhas Tom Hanks juntou esses dois elementos em um só filme. Praticamente irreconhecível caracterizado como o Professor G. H. Dorr, o ator interpreta um bandido interessado em adentrar um cofre cheio de dinheiro que, curiosamente, possui uma conexão com o porão de uma senhora que está alugando uma suíte em sua casa. Ao ocupar o quarto, Dorr reúne seus capangas (num elenco formado por Marlon Wayans e J. K. Simmons) para enfim começarem a obra e roubarem o cofre, mas nem tudo sai como o planejado.

Em trapalhadas dignas de uma comédia pastelão, Matadores de Velhinhas é o tipo de filme para se desligar do restante do mundo e se entregar às situações absurdas de humor retratados em tela. O elenco em si possui uma dinâmica interessante, mas o segredo aqui é, literalmente, descartar qualquer limite e aproveitar o bizarro da obra.

4. Dragnet

Este longa do fim da década de 1980 reúne Tom Hanks, Dan Aykroyd e Christopher Plummer na tela numa trama hilária de situações toscas, mas capazes de arrancar risadas genuínas do público. Em Dragnet, o diretor Tom Mankiewicz brinca com a atmosfera de ação policial inserindo personagens e elementos que têm como objetivo não levar todo aquele cenário à sério. Isso começa muito bem com a própria introdução da dupla de detetives encarregada de investigar estranhos rituais que incluem uma cobra gigante, a juba de um leão e substâncias químicas.

Aqui, Hanks interpreta o policial Pep Streebeck, um personagem que sai do posto de politicamente correto e leva uma vida bem diferente de qualquer outro tira. Enquanto isso, Joe Friday (Aykroyd), cumpre muito bem as regras. Essa dinâmica contrastante entrega situações cômicas de puro entretenimento, além de sustentarem o mistério durante todo o filme de uma forma que o público possa se surpreender (e gargalhar) com os plot twists.

Dragnet está disponível na Netflix.

3. Sintonia de Amor

A segunda vez que Tom Hanks e Meg Ryan contracenaram juntos foi numa obra dirigida por Nora Ephron, o nome mais importante das comédias românticas da década de 1990. A história é simples, mas a entrega e química de ambos atores em tela (mesmo que só se encontrem no fim da trama) acaba tornando o filme irresistível por si só — não à toa ele que acabou se tornando um clássico do gênero. Em Sintonia de Amor, Hanks interpreta o viúvo Sam Baldwin, enquanto Ryan dá vida à jornalista Annie Reed.

Tudo começa quando o filho de Sam liga para uma rádio local em Seattle e revela para a audiência que deseja uma nova namorada para o pai. Annie, que ouvia o programa, acaba se encantando pela voz do rapaz e decide descobrir mais sobre ele. Só há um problema em meio a tudo isso: a jovem repórter mora em Baltimore e está prestes a se casar, mas seu desejo de viver uma grande história de amor acaba falando mais alto. Entre idas e vindas, como esse casal pode dar certo?

Sintonia de Amor está disponível no Clarovideo.

2. The Wonders - O Sonho Não Acabou

Uma das melhores bandas fictícias do cinema de comédia tem o nome de Tom Hanks não apenas no elenco, mas também na cadeira da direção e na sala de roteiristas. The Wonders - O Sonho Não Acabou é o primeiro projeto que o ator assina o script e comanda a produção, e o resultado acabou dando bem certo: nos Estados Unidos da década de 1960, após o mundo ser tomado pelos Beatles, a banda The Wonders, formada num colegial de uma cidadezinha na Pensilvânia, acaba sendo reconhecida pelo empresário Mr. White (Hanks), que os dá uma chance de ouro e trilha o caminho do grupo para os holofotes.

Como nem tudo são flores, logo os integrantes passam a perceber que a vida no estrelato não é o sonho que imaginaram: conflitos internos começam a tomar forma e logo o hit que os encaminhou para o topo da Billboard passa a perder força. Será que eles são capazes de se manterem juntos e se tornarem o mais novo nome do rock nacional?

1. Estrada Para Perdição

É em Estrada Para Perdição, de Sam Mendes, que Tom Hanks interpretou um personagem mais por fora do escopo de "mocinho" de toda a sua filmografia. Apesar de não viver um vilão, Hanks dá vida a Michael Sullivan, um assassino de aluguel em meio a gângsteres e mafiosos no meio dos anos 1930. Após presenciar o assassinato de sua esposa e filho mais novo, ele e seu filho Michael Jr. (Tyler Hoechlin) partem em busca de vingança em uma cidade afundada pela Grande Depressão.

No filme, Hanks entra totalmente na figura de um pai tomado pela dor da situação, mas que contém suas emoções para não transparecer a gravidade do momento para o filho. É um filme 100% trabalhado na relação de influência paternal e em como às vezes é necessário escolhar a razão em cima da emoção. No elenco, ainda há nomes de peso, como Paul Newman, Daniel Craig e Jude Law. Apesar de extenso, Estrada Para Perdição não vê seu tempo passar justamente por estabelecer essa reflexão entre dramas internos e uma corrida contra o relógio.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.