E3 2020 pode se tornar evento mais voltado para fãs e marketing

Por Rafael Rodrigues da Silva | 17 de Setembro de 2019 às 12h23

Maior feira de games do mundo, a E3 é historicamente um evento do tipo empresarial, reunindo anualmente grandes nomes da imprensa e da indústria de games, sem abrir muito espaço para o público geral, que não pode participar da festa. Mas isso pode mudar já a partir do ano que vem.

De acordo com uma reportagem do Game Daily, a Entertainment Software Association (ESA), empresa responsável pela organização da E3 todos os anos, quer transformar o evento de 2020 em um festival para “fãs, imprensa e influenciadores”, permitindo pela primeira vez a aproximação do público com as empresas que desenvolvem os jogos.

A proposta é aumentar o foco em ações com celebridades e influenciadores dentro da feira, trazendo, por exemplo, jogadores do Los Angeles Lakers (principal time de basquete da cidade onde todos os anos ocorre a E3) para participar de um campeonato de NBA 2K junto com fãs e outras celebridades.

Para isso, a ESA estaria disposta a aumentar o número de credenciais para visitantes de 15 mil para 25 mil. Esse número ainda está muito abaixo dos maiores eventos públicos de videogame do mundo, como a Gamescom, que em sua edição de 2019 recebeu 373 mil pessoas, ou até mesmo a Brasil Game Show, que na edição de 2018 teve 325 mil visitantes.

Entre os planos da ESA também está a criação de um sistema de FastPass, semelhante ao que já existe nos parques da Disney, que permitiria ao visitante fazer uma reserva e marcar horário para quando ele irá testar alguma das centenas de demos presentes no evento, evitando a necessidade de ficar esperando horas na fila.

Contudo, como o número de reservas é limitado, as imensas filas continuarão sendo uma realidade da feira. Por isso os organizadores estão pensando em táticas para aliar o marketing de produtos e patrocinadores com o “queuentainment” — tipo de entretenimento pensado especificamente para que pessoas que estejam em longas filas não se sintam entediadas. A empresa também estaria pensando ativamente em ações de consciência e bem-estar social, que são assuntos que costumam interessar cada vez mais o público mais jovem.

Outra proposta que estaria em discussão seria a criação de “Hubs de Experiência” na Ala Oeste do evento, onde ocorreriam todas as ações de mídia pagas (ou seja, que a ESA possui o controle sobre a narrativa) e também ações como meet and greet de fãs com grandes nomes da indústria, como forma de criar hype nas mídias sociais.

Essas mudanças seriam uma resposta da ESA às mudanças no próprio mercado de videogames, já que a possibilidade de as empresas criarem seus próprios eventos e transmiti-los para o mundo todo têm, aos poucos, minado a relevância da E3 para o mercado.

Fonte: GameDaily.biz

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