Mercado Bitcoin é o 1° unicórnio cripto latino após aporte de US$ 200 milhões

Mercado Bitcoin é o 1° unicórnio cripto latino após aporte de US$ 200 milhões

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 02 de Julho de 2021 às 22h30
Art Rachen/Unsplash

O Grupo 2TM, dono da startup Mercado Bitcoin, recebeu um aporte de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão na conversão direta) da japonesa SoftBank e agora vale US$ 2,1 bilhões (R$ 10,5 bilhões). Assim, a empresa tornou-se o 13° unicórnio brasileiro - ou seja, valendo mais de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) - e a primeira da América Latina focada em câmbio de criptomoedas.

A rodada de financiamento mais recente ocorreu cinco meses após a rodada Série A do Mercado Bitcoin, em janeiro. Em abril, deu início ao processo de IPO, para abrir suas ações na bolsa.

Sua base de clientes chegou a 2,8 milhões neste ano. Como comparação, isso é mais de 70% de toda a base de investidores pessoa física na bolsa de valores brasileira, atualmente em 3,7 milhões.

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Entre janeiro e maio, aproximadamente 700 mil novos clientes se cadastraram no Mercado Bitcoin. Durante os primeiros cinco meses do ano, o volume de negócios do Mercado Bitcoin chegou a US$ 5 bilhões (R$ 25,1 bilhões), ultrapassando seus primeiros sete anos combinados.

A empresa foi fundada em 2013 e tem um app (iOS, Android) que além de permitir a venda e compra de criptomoedas, traz o valor de ativos digitais em tempo real e gráficos de cotações por período, entre outros recursos.

"É um supermarco, e que vem depois de muita validação. Foram oito anos mas parece que foram 80", diz Fabricio Tota, diretor de novos negócios do Mercado Bitcoin, em entrevista ao Canaltech. O status de unicórnio, diz ele, deverá acelerar os planos da empresa de expandir-se pela América Latina nos próximos anos, mirando países como Argentina, México, Colômbia e Chile.

Apesar da crise econômica no Brasil e do momento de insegurança nas criptomoedas — a cotação do Bitcoin tem oscilado, seja por causa da China ou dos arroubos de Elon Musk — Mota ainda acredita na popularização desse mercado. "Pode ate haver um efeito contrário e se beneficiar do momento de crise. Podemos demonstrar como a tokenização pode ser usada em algumas situações, como financiamentos de iniciativas com barreiras nos negócios tradicionais", argumenta.

“Milhões de pessoas em todo o mundo estão percebendo que ativos digitais e criptomoedas são tecnologias inovadoras e lojas eficientes de valor, e o Brasil não é exceção a essa tendência", disse Roberto Dagnoni, presidente executivo e CEO do Grupo 2TM, em comunicado à imprensa.

“À medida que desenvolvemos uma infraestrutura de mercado escalável, nos tornamos a marca de criptografia mais confiável do Brasil. Este posicionamento nos permitiu capitalizar sobre o crescente interesse em criptomoedas no Brasil e na América Latina de forma mais ampla", disse Gustavo Chamati, cofundador e membro do conselho do Mercado Bitcoin, em comunicado à imprensa.

Em 2019, o Grupo 2TM se tornou a primeira empresa do mundo a tokenizar — isto é, trocar um dado confidencial por outro não confidencial, o token, como reforço de segurança — ativos de dívida pública. No ao passado, a empresa emitiu o Futecoin, ativo digital do mundo que compra partes dos passes de jogadores de futebol.

Outras empresas do grupo são o Meubank, carteira digital que aguarda uma licença do Banco Central; a Bitrust, custodiante de criptoativos qe também espera por aprovação regulatória; a Clearbook, plataforma de crowdfunding de capital; a MBDA, um tokenizadora de ativos; a Mezapro, que fornece serviços para investidores institucionais; e a Blockchain Academy, um projeto educacional sobre consultoria em blockchain.

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