10 filmes cults que você precisa assistir no streaming do Telecine

10 filmes cults que você precisa assistir no streaming do Telecine

Por Sihan Felix | 15 de Abril de 2020 às 07h30
Universal Pictures

Em qualquer momento, assistir a bons filmes pode ser uma boa pedida. Pensando nisso, o Canaltech preparou uma lista com alguns dos filmes mais bacanas disponíveis no streaming do Telecine. A ideia é indicar para muitos gostos diferentes, tanto para assistir quanto para reassistir. Isso, claro, sem a menor pretensão de criar algo exato, definitivo ou qualquer coisa do tipo.

Os filmes citados e brevemente resenhados mais abaixo servem somente como indicações para quem não os assistiu ou para quem gostaria de reassisti-los. Toda a apreciação ainda depende de questões subjetivas do imaginário e, claro, do gosto pessoal (até por isso a lista é bem diversa).

Sem mais demora e, como sempre, dentro de uma abordagem sem verdades absolutas, vamos à lista de 10 filmes cults que você precisa assistir no streaming do Telecine.

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10. 2001: Uma Odisseia no Espaço

Indicar este que, talvez, seja uma das maiores obras-primas do cinema é mais fácil do que escrever sobre ele. Enquanto escrevia a crítica sobre 2001: Uma Odisseia no Espaço, o filme foi crescendo mais e mais – e eu não imaginava que havia espaço para isso.

A sinopse oficial simples (bem simplificada mesmo) diz: "Depois de descobrir um artefato misterioso enterrado sob a superfície lunar, a humanidade parte em uma busca de suas origens com a ajuda do supercomputador HAL".

9. 8 ½

Passando pela crise de criatividade de um cineasta entrecortada por um tom autobiográfico de Federico Fellini, 8 ½ utiliza a metalinguagem para contar sua história – a linguagem do cinema recriando um filme realizado pelos próprios personagens.

O filme conta com influências da psicanálise, especialmente da jungiana. Os sonhos do protagonista são exemplos diretos de pensamentos de Jung, além da utilização do conceito de sombra, que é reforçado pela opção pelo preto e branco.

Fellini ainda conta com outros filmes lindíssimos no catálogo: A Doce Vida, Noites de Cabíria, Julieta dos Espíritos, Os Boas Vidas e A Voz da Lua.

8. Bom Comportamento

O plano de Connie Nikas (Robert Pattinson) era assaltar um banco e acabar com uma quantia em dinheiro considerável. Mas não sai como o esperado e seu irmão (interpretado por um dos diretores – Benny Safdie) é preso. Connie parte, então, para um resgate contra o relógio, a polícia e o acaso... e ele é um alvo direto.

Dirigido pelos irmãos Safdie, Bom Comportamento tem o mesmo clima angustiante do recente Joias Brutas e é um dos filmes que pode demonstrar o quanto Pattinson é um ator acima da média, indo muito além do vampiro Edward.

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7. A Conversação

Francis Ford Coppola escreveu seu nome entre os maiores da história do cinema na década de 1970. A Conversação pode não ser considerado superior aos seus outros três desse período (os dois primeiros da trilogia O Poderoso Chefão e Apocalypse Now), mas é igualmente uma obra-prima.

A história segue Harry Caul (Gene Hackman), um especialista em vigilância secreta que tem uma crise de consciência e fica paranoico quando suspeita que o casal que ele está espionando será assassinado.

6. Doze Homens e uma Sentença

Um dos maiores clássicos que têm como premissa o palco do Direito, 12 Homens e uma Sentença segue um jurado que tenta impedir um erro judiciário, forçando seus colegas a reconsiderarem as evidências. Um filmaço de Sidney Lumet, diretor que ainda tem o excepcional O Homem do Prego e o interessante Child’s Play no catálogo.

5. Era uma Vez na América

Um épico com a máfia centralizada dirigido pelo lendário Sergio Leone. Para assistir a Era uma Vez na América é necessário alguma concentração por dois motivos: o primeiro é o desenvolvimento do roteiro de Leonardo Benvenuti, que percorre mais de 50 anos e, durante esse tempo, os personagens ganham corpo e vida própria; o segundo é que tudo, a depender da experiência pessoal, pode ser sentido como um sonho (ou pesadelo) ou como uma memória. É o último dos sete longas-metragens de Leone e, provavelmente, aquele com o maior peso dramático e com maior domínio de sua própria assinatura – tão bem sedimentada nos clássicos do western que compõem a Trilogia dos Dólares (também disponível no catálogo do streaming do Telecine).

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4. Faça a Coisa Certa

Em 1989, Faça a Coisa Certa recebeu os prêmios maiores das associações de críticos de cinema de Los Angeles e de Chicago, duas das mais importantes do EUA. Ainda esteve perto dos mesmos prêmios por diversas entidades ao redor do seu país e do mundo. Mas, nas premiações mais populares, como Globo de Ouro, Oscar e Cannes, o filme saiu de mãos abanando. Parece que não era o momento para ele nem para Spike Lee (seu diretor). Um filme-denúncia forte, no ano em que a Guerra Fria chegaria ao fim, talvez fosse um filme impactante demais com sua realidade irônica. Aquele era um ano mais blasé, bem propício para um filme como Conduzindo Miss Daisy.

Faça a Coisa Certa conduz o espectador pelo dia mais quente do ano em uma rua do Brooklyn. Ali, o ódio e o fanatismo ardem e aumentam até explodirem em violência. O filme de Lee permanece atual e, talvez, a melhor definição curta e direta que eu li sobre o título seja o comentário de um leitor na crítica sobre Infiltrado na Klan (também de Lee e também no catálogo). Ele disse: “Comecei a gostar de cinema com Faça a Coisa Certa.”

Justíssimo.

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3. Gritos e Sussurros

Gritos e Sussurros é um dos filmes mais lindos da história do cinema e, talvez, o mais popular da carreira de um gênio. Cada grito e cada sussurro do filme parece preso em seus personagens, ocupados pela paixão. Ingmar Bergman, diretor de clássicos como Persona (que tem o título nacional bizarro de Quando Duas Mulheres Pecam, de 1966) e O Sétimo Selo (de 1957), faz muito do filme fluir sem que precise mostrar. É um filme com uma história existencialista, sobre morte, vida, amor... Um clássico, uma obra-prima.

Felizmente, o catálogo do streaming do Telecine também conta com os citados Persona e O Sétimo Selo, além de ter outros de Bergman: Morangos Silvestres, Sonata de Outono, Cenas de um Casamento e Fanny & Alexander.

2. A Mosca

Um dos filmes mais icônicos da década de 1980, A Mosca é um recorte da vida de um cientista brilhante, porém excêntrico, que começa a se transformar em um híbrido de homem e mosca quando um de seus experimentos dá terrivelmente errado.

É o único filme de David Cronenberg no catálogo, é um remake de um clássico cult de 1958 (A Mosca da Cabeça Branca, de Kurt Neumann), mas é um filme-chave da carreira de um mestre.

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1. Se Meu Apartamento Falasse

Tentando se destacar em sua empresa, um homem (interpretado por Jack Lemmon) passa a oferecer seu apartamento para que executivos usem durante encontros. Em meio a essa jogada, humor, romance e muitas complicações perseguem a vida de C.C. Baxter (Lemmon). A questão, aqui, não é exatamente o que acontece, é como a direção de Billy Wilder conduz para que tudo aconteça, o que levaria alguns à máxima de que as comédias românticas começaram com Se Meu Apartamento Falasse.

Wilder ainda tem outros cinco filmes incríveis no catálogo: Crepúsculo dos Deuses, Testemunha de Acusação, Sabrina, Inferno Nº 17 e O Pecado Mora ao Lado.

Bônus mudo: Metrópolis

Em uma cidade futurista fortemente dividida entre a classe trabalhadora e os planejadores da cidade, uma profecia que prediz a vinda de um salvador para mediar as diferenças é entrecortada por uma paixão.

Metrópolis é uma das maiores obras-primas da história do cinema, influenciando a ficção científica para sempre e elevando o cinema mudo ao seu máximo.

Fritz Lang, diretor do filme, ainda tem Os Conquistadores (que não é da era do cinema mudo) no catálogo do streaming.

Agora, ficam aí os comentários para que, em um momento tão delicado, possamos trocar indicações e ir criando uma corrente de filmes cada vez maior. Tenho certeza que vocês podem complementar e enriquecer tudo. Vamos conversando, debatendo...

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