10 filmes premiados para assistir no streaming do Telecine

10 filmes premiados para assistir no streaming do Telecine

Por Sihan Felix | 13 de Abril de 2020 às 12h13
Fox Filme do Brasil

Em qualquer momento, assistir a bons filmes pode ser uma boa pedida. Pensando nisso, o Canaltech preparou uma lista com alguns dos filmes mais premiados disponíveis no streaming do Telecine. A ideia também foi indicar para muitos gostos diferentes, tanto para assistir quanto para reassistir. Isso, claro, sem a menor pretensão de criar algo exato, definitivo ou qualquer coisa do tipo. Os filmes citados e brevemente resenhados mais abaixo servem somente como indicações para quem não os assistiu ou para quem gostaria de reassisti-los. Toda a apreciação, ainda, depende de questões subjetivas do imaginário e, claro, do gosto pessoal (até por isso a lista é bem diversa).

Sem mais demora e, como sempre, dentro de uma abordagem sem verdades absolutas, vamos à lista de 10 filmes premiados para assistir no streaming do Telecine durante o isolamento – a disposição só não é aleatória porque está em ordem alfabética (desconsiderando os artigos).

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10. As Aventuras de Pi

É um dos filmes mais bonitos do século XXI, especialmente para os mais sensíveis às questões de crenças e às discussões sobre verdades paralelas. A história segue um jovem que sobrevive a um desastre no mar e é lançado à deriva. Durante a jornada, ele se descobre em um universo de descobertas e acaba formando uma conexão inesperada. Ang Lee, diretor de filmes eternizados como O Tigre e o Dragão (de 2000) e o Segredo de Brockback Mountain (de 2005) e do recente Projeto Gemini (de 2019), dirige As Aventuras de Pi com a maior sensibilidade que lhe cabe.

As Aventuras de Pi venceu quatro Oscars (direção, fotografia, trilha sonora original e efeitos visuais) e foi indicado a outras sete estatuetas (filme, roteiro adaptado, montagem, edição de som, mixagem de som, canção original e direção de arte). Venceu outros 78 prêmios e foi indicado a mais 132.

9. Bastardos Inglórios

É óbvio, desde o princípio, que quase nada em Bastardos Inglórios é real. Ao mesmo tempo, tudo tem uma tensão (a cena inicial é histórica) e uma plasticidade que pode entreter de olhos arregalados do início ao fim. O elenco, guiado pela direção de Quentin Tarantino, parece complementar o cenário, fazer parte do todo, algo que justifica as premiações de Brad Pitt em seu filme recente (Era uma Vez em... Hollywood). Todos chegam no limite do exagero, mas dali não passam. Além, claro, de uma unidade estética sempre irretocável.

Bastardos Inglórios venceu um Oscar (ator coadjuvante) e foi indicado a outras sete estatuetas (filme, direção, roteiro original, fotografia, montagem, edição de som e mixagem de som). Venceu outros 132 prêmios e foi indicado a mais 171.

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8. Cisne Negro

Enquanto a história acompanha uma bailarina talentosa e perfeccionista (interpretada por Natalie Portman) que luta para manter sua sanidade após conquistar o papel principal em uma montagem de O Lago dos Cisnes, a direção de Darren Aronofsky vai fundo na mente e nas perturbações da personagem, explorando a angústia, o medo e as provações da ansiedade. É um filme pesado, aos moldes do mais recente de Aronofsky, Mãe!, mas, de alguma forma, mais intimista.

Cisne Negro venceu um Oscar (melhor atriz) e foi indicado a outras quatro estatuetas (filme, direção, fotografia e montagem). Venceu outros 97 prêmios e foi indicado a mais 277.

7. Clube de Compras Dallas

Clube de Compras Dallas tem uma boa história real que retrata uma época conturbada, quando a AIDS devastava. Do figurino à ambientação; da edição de imagens ao trabalho sonoro (o zumbido é perturbador sem parecer mecânico); da maquiagem à trilha sonora; do roteiro com falas tão críveis e cruas à direção ciente do seu material... Mas, de todo jeito, por mais que o diretor Jean-Marc Vallée se esforce na construção de uma unidade única, as atuações podem soar maiores do que o próprio filme. Nesse sentido, Matthew McConaughey e Jared Leto estão absolutos.

A história segue o eletricista e traficante Ron Woodroof (McConaughey), que trabalha à margem do sistema para ajudar pacientes com AIDS a obterem os medicamentos que precisam depois que ele mesmo é diagnosticado com a doença.

Clube de Compras Dallas venceu três Oscars (ator, ator coadjuvante e maquiagem e penteado) e foi indicado a outras três estatuetas (filme, roteiro original e montagem). Venceu outros 82 prêmios e foi indicado a mais 82.

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6. Em Ritmo de Fuga

Em Ritmo de Fuga tem o seu universo próprio bem definido. Não há preocupação com a realidade, o que existe é a criação desse universo, que é único. O fluxo constante de sonhos que é esse filme é inteiramente – do início ao fim – fundamentado pela arte mais ligada a qualquer prática cultural e humana: a música. Banhada em café. E é a gente que bebe.

Depois de ser coagido a trabalhar para um chefe do crime, um jovem motorista (Baby Driver é o título original) se vê participando de um assalto condenado ao fracasso.

Em Ritmo de Fuga foi indicado a três Oscars (montagem, edição de som e mixagem de som). Venceu outros 41 prêmios e foi indicado a mais 61.

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5. Infiltrado na Klan

Assistir a Infiltrado na Klan é estar diante de um filme sarcasticamente divertido e, ao mesmo tempo, pesadamente atual. Ao final, a direção pode ser a mais incrível de uma carreira; a fotografia pode ter uma crueza com propósitos claros de construir toda uma realidade indigesta (e ao mesmo tempo aceitável demais); as atuações podem estar inteiramente em seus lugares mais apropriados... toda a técnica pode estar em sintonia (e está), mas a grandeza, aqui, sai da obra e é tão forte quanto em sua mensagem, em sua força político-social.

A história, baseada em eventos reais, conta a trajetória de Ron Stallworth (John David Washington), um policial afro-americano que consegue se infiltrar na filial local da Ku Klux Klan com a ajuda de colega judeu (interpretado por Adam Driver).

Infiltrado na Klan venceu um Oscar (melhor roteiro adaptado) e foi indicado a outras cinco estatuetas (filme, direção, montagem, ator coadjuvante e trilha sonora original). Venceu outros 42 prêmios e foi indicado a mais 206.

Leia também: Crítica | Infiltrado na Klan é um filme histórico

4. La La Land: Cantando Estações

La La Land: Cantando Estações não é somente sobre sonhos e a eterna busca a eles. Tampouco é somente sobre amor. La La Land é sobre memória, decisões, tempo, um mundo sem individualismo e simplicidade. Enquanto a camada mais direta do filme dança através das imagens, há um discurso inteiro sobre o resgate de velhas memórias com a música que “somente velhos escutam”, memórias essas que, assim como a história, inserem a todos em um contexto real. É colocar os pés no chão para, consciente disso, poder dar o impulso que fará voar. E, melhor ainda, não conseguindo alçar voo, saber onde se apoiar para voltar a impulsionar.

O roteiro segue Sebastian (Ryan Gosling) e Mia (Emma Stone), que tentam suas carreiras em Los Angeles. Ele, pianista, e ela, atriz, apaixonam-se enquanto tentam manter vivas suas aspirações para o futuro.

La La Land: Cantando Estações venceu seis Oscars (direção, fotografia, atriz, trilha sonora original, canção original e direção de arte) e foi indicado a outras oito estatuetas (filme, ator, roteiro original, montagem, figurino, edição de som, mixagem de som e canção original – outra na mesma categoria da vencedora). Venceu outros 237 prêmios e foi indicado a mais 287.

3. Um Lugar Silencioso

Um Lugar Silencioso acaba por ser um filme de eficiência imediata. Não por apostar no silêncio – visto que o próprio silêncio é a questão mais frágil dos acertadamente econômicos 90 minutos de duração –, mas porque, ao ser dessa escolha, acaba por dar um passo à frente evidente para o terror e por, ao mesmo tempo, significar muito nas camadas menos transparentes.

O filme, que é dirigido por John Krasinski, revela um mundo pós-apocalíptico, onde uma família é forçada a viver em silêncio enquanto se esconde de monstros que tem audição ultrassensível.

Um Lugar Silencioso foi indicado a um Oscar (edição de som). Venceu outros 34 prêmios e foi indicado a mais 108.

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2. O Primeiro Homem

O Primeiro Homem não é sobre a chegada do Homem à Lua, é sobre o Homem ser maior do que a conquista. Não é sobre glória, é sobre o que fica pelo caminho até a chegada dela. É sobre o fim ser pequeno quando se perde tanto pelo meio. É sobre o desespero de estar vivo e, ao mesmo tempo, ter coragem para viver. É, sobretudo, sobre ser um pequeno grão de vida e o quanto se pode fazer a diferença quando lhe é permitida a chance.

Em uma expectativa prévia, o filme é um olhar sobre a vida do astronauta Neil Armstrong e a lendária missão espacial que o levou a se tornar o primeiro ser humano a andar na Lua.

O Primeiro Homem venceu um Oscar (efeitos visuais) e foi indicado a outras três estatuetas (direção de arte, edição de som e mixagem de som). Venceu outros 30 prêmios e foi indicado a mais 190.

Leia também: Crítica | O Primeiro Homem é sobre o que fica pelo caminho

1. Vice

Vice é uma farsa sobre algo que é complexo em sua essência velada, mas que precisa ser acessível por ser, afinal e por necessidade, de interesse público. É uma história predominantemente de ações banais, de situações ridículas e que, não raramente, provocam o riso.

O filme, dirigido por Adam McKay, traz a história de Dick Cheney (Christian Bale), que exercia silenciosamente imenso poder como vice-presidente de George W. Bush e acabou remodelando seu país e o mundo de uma maneira que ainda sentimos hoje.

Vice venceu um Oscar (maquiagem e penteado) e foi indicado a outras sete estatuetas (filme, direção, roteiro original, montagem, ator, ator coadjuvante e atriz coadjuvante). Venceu outros 33 prêmios e foi indicado a mais 132.

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Não dá para deixar de indicar também dois curtas-metragens multipremiados que estão no catálogo: Bao e O Banquete (de oito e seis minutos respectivamente). São duas animações que valem a pena cada detalhe, cada momento. Como são bem curtinhas, ficam somente os títulos por aqui. Se bater a curiosidade, provavelmente serão minutos muito bem gastos.

Agora, ficam aí os comentários para que, em um momento tão delicado, possamos trocar indicações e ir criando uma corrente de filmes cada vez maior. Tenho certeza que vocês podem complementar e enriquecer tudo. Vamos conversando, debatendo...

É isso. Fiquem em casa, lavem as mãos, limpem os celulares, evitem levar as mãos ao rosto, cuidem-se e... bons e ruins filmes para nós!

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