O céu (não) é o limite | Asteroide passa perto, Crew-1 é lançada e muito mais!

Por Patrícia Gnipper | 17 de Novembro de 2020 às 21h00
urikyo33/NASA

Chegou a terça-feira e, com ela, chega também o "resumão" que o Canaltech faz toda semana, com as principais notícias científicas dos últimos dias — em espacial no que diz respeito à astronomia e à indústria espacial. Nesta semana, tivemos um lançamento importante à Estação Espacial Internacional, mas o noticiário não ficou marcado apenas com mais este sucesso da NASA com a SpaceX, viu?

Abaixo, você fica por dentro de tudo o que mais importa, levando pouco tempo para ficar bem informado.

Asteroide passou pertíssimo — e só foi detectado 15 horas depois

Um pequeno asteroide passou "raspando" pela Terra na última semana, ficando a apenas 400 km da superfície. Essa altitude é menor até mesmo do que a maioria dos satélites que estão ao redor do planeta — para se ter uma ideia do quão próximo o asteroide passou de nós.

O objeto só foi detectado 15 horas depois de sua passagem, mas, mesmo se tivesse se chocado com a Terra, não teria causado problemas. Afinal, com diâmetro aproximado entre 5 e 10 metros, o objeto teria sido queimado a uma altitude de 50 km acima do solo. Ou seja: ele explodiria como um meteoro e, no máximo, deixaria alguns meteoritos pelo caminho.

Se quiser saber mais sobre essa história, é só clicar aqui.

SpaceX lança missão Crew-1 para a NASA

Mais um momento histórico e muito celebrado tanto pela NASA, quanto pela SpaceX: juntas, elas lançaram sua segunda missão tripulada, sendo a primeira verdadeiramente operacional. Trata-se da Crew-1, levando quatro astronautas à Estação Espacial Internacional, que já chegaram por lá e se juntam aos membros da Expedição 64.

O Canaltech cobriu o lançamento ao vivo, e você confere como tudo aconteceu se clicar aqui.

Nova selfie do Curiosity em Marte

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

O rover Curiosity já tirou várias selfies simpáticas no Planeta Vermelho, e acaba de produzir mais uma, desta vez em uma área que homenageia uma paleontóloga. O local recebeu o nome de Mary Anning, escolhido como uma homenagem à cientista que descobriu o primeiro fóssil de um ictiossauro, mas foi ignorada devido a seu gênero e classe. O rover está na região desde julho, onde vem coletando e analisando amostras de solo.

Saiba mais sobre o que o Curiosity está fazendo por lá, clicando aqui.

Tempestades de poeira em Marte expulsam a água de lá

Representação da perda da água de Marte para o espaço (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard)

Um novo estudo mostra como as enormes tempestades de poeira de Marte podem ter um papel significativo no processo de perda da água no Planeta Vermelho, contribuindo para transformá-lo neste mundo árido que vemos hoje.

Para isso, os pesquisadores usaram dados da sonda MAVEN, da NASA — especificamente de uma tempestade de poeira muito intensa registrada em 2018. Eles observaram que, enquanto a poeira rodopiava a altitudes mais baixas, uma grande quantidade de água estava sendo expulsa para o espaço.

Entenda o estudo da equipe e suas conclusões; clique aqui.

Testemunhando o nascimento de um magnetar

Magnetares são alguns dos objetos mais energéticos do universo, com campos magnéticos um quatrilhão de vezes mais poderosos do que o da Terra, também tendo uma atração gravitacional um bilhão de vezes mais intensa do que a do nosso planeta. E pode ser que, agora, a ciência consiga estudar melhor como esses "titãs" se formam, pois pesquisadores creem terem testemunhado, pela primeira vez, o "nascimento" de um magnetar.

Ficou curioso sobre magnetares, e sobre a possível descoberta? Confira a notícia em que explicamos mais a respeito!

Observatório de Arecibo em perigo

Prato refletor danificado após o primeiro incidente, em 10 de agosto (Imagem: Reprodução/University of Central Florida)

Em agosto, o famoso Observatório de Arecibo sofreu um acidente, quando um cabo se rompeu, ameaçando sua estrutura. Agora, o local está ainda mais em perigo, pois um outro cabo também foi rompido. O cabo quebrou e caiu no prato refletor, causando ainda mais danos no equipamento e colocando em risco outros cabos próximos.

Ainda não houve um anúncio oficial sobre a causa do incidente, mas os especialistas suspeitam que o cabo acabou se rompendo devido à carga extra que todos os cabos suportam para sustentar a estrutura desde agosto, quando o primeiro cabo caiu. Todos eles estavam sendo monitorados desde agosto, e a equipe já havia detectado fios quebrados no cabo que quebrou agora em novembro.

Saiba mais sobre essa triste história, clicando aqui.

Aquecimento universal?

(Imagem: Reprodução/Universo Observado)

Analisando o histórico térmico do universo, especificamente a temperatura de gases pelo cosmos, pesquisadores concluíram que a temperatura média deles sofreu um aumento mais de dez vezes nos últimos 10 bilhões de anos. Hoje, essa temperatura alcança 2 milhões de Kelvin. Para os pesquisadores, o processo que cria galáxias também contribui para esse aquecimento.

Eles utilizaram um método que permitiu estimar a temperatura dos gases mais afastados da Terra — portanto, mais no passado. Depois, esses dados foram comparados aos dos gases mais próximos do nosso planeta, mais no presente. Assim, eles confirmaram que o universo está se aquecendo ao longo do tempo devido ao colapso gravitacional que vem ocorrendo na estrutura cósmica, e é bastante possível que esse aquecimento continue.

Parece confuso? Clique aqui para entender melhor essa história!

Má notícia para a busca de vida na lua Europa

(Imagem: Reprodução/Justice Blaine Wainwright)

A lua Europa, de Júpiter, abriga um oceano líquido abaixo de sua crosta congelada, onde há grandes expectativas para a busca de algum tipo de vida microbiana. Esta lua expele jatos de água a partir de fendas em sua superfície, e sempre se suspeitou que a água expelida seria proveniente de tal oceano subterrâneo. Ou seja: enviar uma sonda para lá, capaz de analisar essas águas (como será o caso da Europa Clipper, da NASA) nos daria dados sobre o oceano logo abaixo.

Mas pode haver uma má notícia no horizonte: um novo estudo aponta que a fonte das erupções está mais perto da superfície do que se pensava, não sendo proveniente do oceano. Parece que, ao menos algumas dessas erupções se originam de bolsas de água presas na própria camada de gelo.

Entenda melhor por que isso pode ser um balde de água fria; clique aqui.

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