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Moscas cavam até 2 metros de profundidade atrás de cadáveres

Por| Editado por Luciana Zaramela | 23 de Maio de 2024 às 15h03

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Pelooyen/Envato
Pelooyen/Envato

Muitos de nós, após morrer, seremos postos em um caixão e enterrados sob a Terra — presumivelmente, livre de predadores e outros possíveis profanadores de túmulos. Se é isso que você, pensava, tente pensar novamente: moscas conseguem cavar até 2 metros de profundidade e entrar em caixões para comer e pôr ovos nos cadáveres.

A mestra da infiltração é conhecida como mosca-do-caixão (Conicera tibialis), e é justamente a fêmea da espécie que faz o esforço de buscar corpos tão fundo. Cadáveres enterrados por até 18 anos já mostraram sinais de ocupação pelo inseto quando foram exumados, e restos preservados da mosca já foram vistos em túmulos dos tempos da Roma Imperial.

O corpo de qualquer animal morto, quando deixado ao ar livre, se decompõe de maneira previsível na natureza. Diversas criaturas necrófagas, ou seja, que se alimentam de cadáveres, começarão a chegar, e as moscas são os primeiros participantes do banquete fúnebre.

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Moscas e mortos

Segundo contou Erica McAlister, Curadora Sênior de Diptera (ordem de insetos que inclui as moscas e os pernilongos) no Museu de História Natural de Londres ao site IFLScience, moscas conseguem farejar um cadáver a até 7 km de distância em um dia bom e com condições de vento favoráveis. Enterrou o corpo? Elas também conseguem.

E a ordem de aparição também difere: a primeira espécie a aparecer é a das moscas-varejeiras (Calliphoridae), seguidas, em geral, pelas moscas-domésticas (Musca domestica) e moscas-da-carne (Sarcophagidae), com a probabilidade de alguns besouros e mariposas, talvez percevejos.

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Por fim, há algumas espécies de mosca que preferem ossos e pele, e que acabam chegando por último. A lição do dia é que não importa o quanto tentemos, não há como escapar dos pequenos, mas ardilosos, insetos necrófagos.

Fonte: IFLScience