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Placa de pedra com mapa mais antigo da Europa revela sítios arqueológicos

Por| Editado por Luciana Zaramela | 19 de Outubro de 2023 às 14h27

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D. Gliksman/INRAP
D. Gliksman/INRAP

Arqueólogos estão estudando uma placa de pedra com quatro metros e 4000 anos, considerada o mapa mais antigo da Europa — para a ciência arqueológica, é um verdadeiro mapa do tesouro, que será usado para encontrar sítios antigos no noroeste da França. A chamada Placa de Saint-Belec foi batizada como mapa em 2021, e está sendo investigada para determinar sua datação exata e decifrar os riscos e buracos no ensejo de saber o que marcam.

São diversas instituições envolvidas, como a Universidade do Oeste da Bretanha. Segundo contou um de seus acadêmicos à AFP, Yvan Pailler, usar o mapa para encontrar sítios arqueológicos é uma abordagem incrível — os profissionais da área nunca trabalham dessa forma. Normalmente, locais de interesse são identificados com radares modernos, fotografias aéreas ou encontros por acidente durante escavações para obras arquitetônicas.

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O artefato demarca uma área de cerca de 30 km x 21 km, e a equipe responsável terá de explorar todo o território envolvido, fazendo referências cruzadas com as marcações na pedra. Isso pode levar até 15 anos, segundo estimativas.

O que marca o mapa de pedra?

O antigo mapa tem uma história curiosa por si só: ele foi encontrado em 1900, por um historiador local, que não compreendeu o significado do que havia encontrado, seguindo no esquecimento. Foi só em 2014 que o objeto foi reencontrado e estudado apropriadamente, com um olhar mais atento.

Segundo os cientistas, alguns símbolos já fizeram sentido logo de cara — as saliências e linhas grosseiras da pedra eram as montanhas e rios de Roudouallec, parte da região francesa da Bretanha, a cerca de 500 km a oeste de Paris. Com escaneamentos, a relíquia foi comparada a mapas modernos, mostrando uma correspondência de 80%.

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Ainda falta, no entanto, identificar os símbolos geométricos desenhados na rocha, e a legenda que combinaria com eles. Há diversos buracos ocos na pedra, que podem ser sambaquis, abrigos ou depósitos geológicos.

Nas últimas semanas, arqueólogos têm escavado o sítio onde a pedra foi descoberta inicialmente, local que abriga um dos maiores cemitérios da Idade do Bronze na Bretanha. É uma tentativa, segundo os cientistas, de contextualizar melhor a descoberta. Já foram encontrados alguns fragmentos do mapa, aparentemente quebrados deliberadamente e usados como parede na tumba.

Isso significa que a dinâmica de poder da época mudou, e o mapa, que provavelmente denotava um reino antigo, perdeu a função após alguma revolta ou rebelião derrubar esse poder político. Com isso, é natural que o artefato fosse quebrado e direcionado a outros usos, como material de construção, por exemplo.

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Fonte: Société Préhistorique Française, AFP via Science Alert