Pesquisa aponta cinco carreiras que devem crescer em 2018

Por Jessica Pinheiro | 13 de Março de 2018 às 17h20

Que a tecnologia está sempre se inovando e que o futuro está cada vez mais sendo determinado pela inteligência artificial e ditado pela automação, todo mundo já sabe. Embora ainda exista resistência a uma evolução natural do gênero, já que muitos ainda acham que as máquinas tomarão a Terra e tirarão os empregos das pessoas, ainda assim a verdade é que, com a implantação de computadores sensitivos, surgirão novas oportunidades, além de uma demanda ainda maior por seres humanos cada vez mais capacitados. É uma balança e o justo é que haja equilíbrio.

A exemplo disso, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) resolveu listar cinco posições no mercado de trabalho que estarão em alta ao longo de 2018.

Técnico em energia renovável

A energia dos Estados Unidos está se transformando cada vez mais, afastando-se do carvão e partindo para o gás natural e outras energias renováveis, e esta mudança vai exigir a presença de trabalhadores na área. Segundo o Bureau of Labor Statistics, instaladores de energia solar fotovoltaica e técnicos de turbinas eólicas serão algumas das profissões com maior porcentagem de crescimento nos próximos 10 anos – é esperado que ambas as profissões cresçam em 100%, inclusive. Os empregados nestas duas profissões necessitam de destreza e mobilidade que os robôs estão longe de alcançar, e assim sendo, a automação não será uma preocupação, pelo menos por algum tempo.

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Instrutor de máquinas

Um software com inteligência artificial eficaz e que seja realmente responsivo às adversidades precisa de muito treinamento. Milhares de dados de instâncias podem ser necessários para que uma empresa de robótica consiga, de fato, fazer com que a sua máquina agarre uma peça em uma linha de montagem, por exemplo. Em dezembro, a Google contratou 10.000 trabalhadores para ajudar na filtragem de conteúdo impróprio no YouTube e melhorar a comunidade, de modo que capacitassem a tecnologia de aprendizado de máquinas para esta tarefa. Embora não pareçam estar nos holofotes como em outras profissões ou que sua permanência seja duvidosa, esta ocupação é crucial na transição para uma força de trabalho mais automatizada.

Engenheiros de IA

As empresas de inteligência artificial já estão enfrentando muitos processos de recrutamento, já que necessitam de funcionários com alto conhecimento sobre o assunto. Profissionais assim são difíceis de conseguir. Durante a conferência da Neural Information Processing Systems (NIPS), que ocorreu em dezembro, as empresas presentes fizeram o possível e o impossível para chamar a atenção de novos talentos. As habilidades de um engenheiro de inteligência artificial estão entre as mais procuradas no mundo da tecnologia, e esta distinção possivelmente se manterá no futuro.

Streamer de videogames

Ser um jogador profissional de games competitivos online vem se tornando uma das carreiras mais promissoras dos últimos tempos. E empresas como a Twitch contribuem bastante com este crescimento no ramo, possuindo mais de 25 mil pessoas ganhando dinheiro em sua plataforma atualmente – e contando! Com mais de 15 milhões de usuários ativos assistindo jogadores profissionais (ou não) através do serviço de transmissão ao vivo, é nítido que a demanda por conteúdo (e, claro, por gamers) continue aumentando de forma rápida.

Cuidador

Muitos trabalhos de diferentes segmentos podem ser automatizados, é verdade, e até a área hospitalar vem ganhando assistência de tecnologias de ponta. Todavia, o cuidado com a saúde exige uma sensibilidade maior, além de uma interação social mais humana possível. Com o envelhecimento da população em países como os Estados Unidos e o Japão crescendo bastante nos últimos tempos, a procura por uma assistência à saúde doméstica e auxílios em cuidados pessoais vem aumentando gradativamente. O Bureau of Labor Statistics estima que essas ocupações crescerão e um número entre 426.000 e 754.000 trabalhadores ocupando esta profissão é esperado nos próximos 10 anos.

 

Fonte: MIT Technology Review

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