Twitter começa a exibir botões de inscrição em newsletters

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 10 de Junho de 2021 às 19h15
Divulgação/Twitter

A guerra dos boletins de notícias continua a esquentar a briga entre Facebook e Twitter. Após a rede social de Mark Zuckerberg dar indícios de que lançaria o seu recurso até o final do mês, a rede do passarinho se antecipou e já começou a liberar o botão de inscrição nos perfis para o serviço de newsletter da Revue, adquirido recentemente pela empresa de Jack Dorsey.

Ao visitar o perfil de alguém que tenha uma newsletter no serviço, o usuário verá um ícone que dá direito a se cadastrar. Confirmada a inscrição, você começará a receber as notícias diretamente no e-mail vinculado à conta do Twitter. Por enquanto, isto ainda está em fase de testes, portanto é bem provável que pouquíssimos usuários tenham a funcionalidade.

O objetivo é proporcionar uma fonte alternativa de engajamento desses produtores de conteúdo, além de permitir a monetização dentro do serviço. Isso porque a plataforma já anunciou que os redatores poderão criar modelos pagos, voltados especificamente para quem quer se aprofundar em determinado assunto.

Segundo o portal Mashable, o Twitter teria dito que o botão de inscrição chegará primeiro aos perfis na versão web e no aplicativo para Android, e só desembarcará no iOS após “algum tempo”. Possivelmente, a rede quer testar tudo antes de levar a funcionalidade para o público da Apple.

Embora pouco popular no Brasil, o Revue é um serviço com boa adesão nos Estados Unidos e reúne alguns profissionais de mídia bastante conceituados. Além de agregar vários jornalistas e escritores, a plataforma oferece uma leitura limpa, sem anúncios e com foco no conteúdo. Após a aquisição do serviço pelo Twitter, criou-se uma certa incerteza sobre o seu futuro, mas agora a companhia começa ter seus objetivos revelados.

Apoio na monetização

Além de permitir a criação de newsletters sobre temas variados, o serviço tira proveito de toda imensa base de usuários do serviço de microblogging para impulsionar a disseminação dos conteúdos. Quem já tem muitos seguidores pode sair na frente dos concorrentes.

Essa novidade também deve ajudar nas finanças da rede social, afinal ela tem sofrido com queda na publicidade online. O passarinho azul deverá cobrar uma taxa de 5% sobre o valor das assinaturas dos boletins informativos pagos, metade do valor que concorrentes como o Substack cobram.

Já o Facebook disse que não descontará nada dos ganhos dos criadores até 2023. Além disso, a plataforma social pretende investir capital neste início para impulsionar o negócio e atrair escritores renomados para seu sistema.

Fonte: Mashable

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