Facebook planeja criar plataforma para remunerar jornalistas independentes

Facebook planeja criar plataforma para remunerar jornalistas independentes

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 19 de Março de 2021 às 13h40
LoboStudioHamburg/Pixabay

O Facebook parece querer entrar com tudo para o ramo de produção de notícias e está disposto a pagar pelo trabalho dos interessados em produzir esse tipo de conteúdo na plataforma. Correm rumores de que a empresa começará a testar em breve um produto para entregar newsletters aos usuários interessados. A ideia é que a gigante das mídias sociais faça uma seleção de produtores que serão remunerados pela redação dos textos.

Segundo o portal Axios, trata-se de um produto gratuito, ainda sem nome definido, e integrado ao Pages. Essa ferramenta de boletins informativos seria composta por pequenos redatores independentes, que poderão ter sites próprios e cobrar valores extras pelos serviços em um modelo de assinatura — usando o Facebook como trampolim para a divulgação do trabalho.

(Imagem: Reprodução/Pixabay)

O objetivo da plataforma seria ajudar o redator a criar uma comunidade de público leal e engajado no assunto. Hoje, a rede social encontra nos grupos temáticos a sua maior força. O Facebook permitiria que escritores criem grupos para seus produtos e forneceria métricas sobre o desempenho do conteúdo, de modo similar ao que ocorre nos posts na rede social.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Até o momento, não está claro como será feita a remuneração inicial, qual seria o perfil exigido nem em quais países o recurso seria implementado. Mas é bom que os produtores de conteúdo fiquem atentos às movimentações na rede social de Mark Zuckerberg, afinal pode ser uma oportunidade e tanto para a carreira.

(Imagem: Reprodução/Pixabay) 

O movimento do Facebook ocorre em um momento no qual as newsletters segmentadas têm ganhado espaço no mercado. Saem de campo os grandes veículos noticiosos e entram em seu lugar os sites especializados, com o leitor cada vez mais em busca experts em determinado assunto, o que garante mais autoridade e profundidade para os textos, além de minimizar o potencial de erros.

Inserção de notícias dentro das redes sociais

Há cerca de quatro anos, a rede começou a investir em programas, produtos e eventos de incubadoras para ajudar empresas de notícias, especialmente em nível local, a construir fontes de receita sustentáveis. O Facebook até criou um recurso chamado "Guia de Notícias", no qual custeou financeiramente parcerias com muitas empresas do segmento. Agora, tenta ajudar a encontrar maneiras de jornalistas individuais prosperarem como criadores de conteúdo.

(Imagem: Captura de tela/Canaltech)

O Twitter também já embarcou na onda e adquiriu a plataforma de boletins Revue em janeiro, na tentativa de inseri-lo no ecossistema da rede. Recentemente, anunciou um novo recurso que permite aos usuários cobrar de seus seguidores por conteúdo adicional, uma ferramenta de pagamento chamada "Super Follows".

O LinkedIn, que abriga a maior comunidades de profissionais da internet, também planeja lançar um programa de criadores. A ideia é que os selecionados trabalhem em colaboração com o braço editorial da empresa, formado por muitos ex-jornalistas de redação e profissionais liberais.

Fonte: Axios

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.