Microsoft desiste de comprar o TikTok; Oracle pode assumir o app nos EUA

Por Rubens Eishima | 14 de Setembro de 2020 às 11h11
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A novela TikTok no ocidente parece estar chegando à sua reta final. Neste final de semana, a Microsoft divulgou um comunicado informando que sua proposta não foi aceita pela chinesa ByteDance, dona da rede social. A norte-americana Oracle agora é a favorita para manter o app ativo, mas sem adquirir o serviço.

O comunicado da Microsoft indica que a empresa buscava a compra das operações do TikTok — pelo menos nos Estados Unidos —, mas que a proposta foi rejeitada:

“A ByteDance nos informou hoje (domingo, 13/set) que eles não venderão as operações norte-americanas do TikTok à Microsoft. Nós estamos confiantes que nossa proposta seria boa para os usuários do TikTok, ao mesmo tempo em que protegeria interesses de segurança nacional. Para fazer isso, nós faríamos mudanças significativas para garantir que o serviço atendesse aos padrões mais elevados de segurança, privacidade e combate à desinformação, e nós deixamos estes princípios claros em nosso comunicado em agosto. Esperamos ver como o serviço evolui nestas importantes áreas”.

Nas últimas semanas, autoridades chinesas demonstraram insatisfação em ver uma empresa do país ser forçada a se desfazer de um produto de sucesso, cedendo à pressão de outro governo.

Segundo o The Washington Post, a proposta da Oracle seria a de se tornar um “parceiro tecnológico” do TikTok nos Estados Unidos, sem envolver uma compra do app. A parceria precisa ser aprovada não apenas pela Casa Branca e por órgãos reguladores norte-americanos, como também deve ser analisada pelas autoridades da China.

A Oracle é uma gigante norte-americana, cujo presidente é o extravagante Larry Ellison — com pontas inclusive em filmes da Marvel. Ellison é um dos maiores apoiadores do governo de Donald Trump entre os empresários de tecnologia, com direito a campanhas de arrecadação de fundos para o candidato à reeleição nas eleições presidenciais do país.

Valor do TikTok é avaliado em US$ 50 bilhões (R$ 265 bi) (imagem: Rubens Eishima/Canaltech)

A empresa é mais conhecida por suas soluções corporativas para bancos de dados e ERP, mas também oferece servidores, processadores (SPARC), aplicativos empresariais, sistemas operacionais e linguagens de programação, caso do Java.

Confusão de datas

O prazo para o TikTok encontrar uma solução para não ser banido dos Estados Unidos é outra questão aparentemente em aberto. Apesar do comunicado original de 6 de agosto dar um prazo de 45 dias — portanto terminando em 20 de setembro — posteriormente estendido para 90 dias — que termina no dia 12 de novembro —, Donald Trump afirmou na semana passada que não ofereceria outra prorrogação.

“Eu não estou estendendo prazos. Não, é em 15 de setembro. Não haverá extensão para o prazo do TikTok”, afirmou o presidente norte-americano, se confundindo com as datas de seus decretos.

Independentemente da data, é possível que o alinhamento de Ellison com Trump, que já elogiou publicamente o empresário, pode facilitar a aprovação da parceria ao mesmo tempo em que a ideia não deve desagradar aos chineses.

Fonte: Microsoft, The Washington Post

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